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    Efeito Ana Castela leva jovem cantora de SP a guinada na carreira em busca do sucesso nas arenas

    10 hours ago

    Inspirada por Ana Castela, jovem dá guinada na carreira e aposta no 'popnejo' A explosão da cantora Ana Castela no mercado musical brasileiro não só atualizou o sertanejo com uma pegada pop como passou a inspirar jovens artistas em início de carreira. Em Ribeirão Preto (SP), a cantora Marcela Morais, de 22 anos, tem na boiadeira sua maior referência para criar composições e definir uma identidade visual. Ela foca no 'sertanejo urbano' e em coreografias para atrair a nova geração que frequenta os rodeios e fazer sucesso nas redes sociais. A trajetória da Marcela chama a atenção porque, até pouco tempo atrás, o universo caipira passava longe da casa dela e da família. A mãe sempre gostou de MPB, o pai de rock, e a própria Marcela cresceu escutando divas do pop internacional, como Ariana Grande e Beyoncé. "Eu tinha certeza de que ia ser cantora desde pequenininha, só não sabia como. Meus pais nunca foram de sertanejo, a gente simplesmente não escutava em casa. 'Boate Azul', 'Evidências', eu não conhecia nada disso. Eu era totalmente do pop internacional. Mas hoje eu sou completamente apaixonada pelo que eu faço, encontrei minha verdade nesse estilo", lembra a cantora. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Ao verem a dedicação da filha, os pais deixaram os antigos gêneros de lado para aprender as letras e os ritmos que agora fazem parte da rotina profissional da jovem. Marcela Morais, de 22 anos, faz parte da nova geração de Ribeirão Preto (SP) que mistura a tradição sertaneja com batidas modernas e coreografias. Arquivo pessoal 🤠 Inspiração na 'Boiadeira' A mudança total no estilo de Marcela começou a ganhar forma nos bares de Ribeirão Preto. Ao se apresentar para o público da cidade em 2021, ela percebeu que o sertanejo era o ritmo que dominava a região e que abria as portas para quem estava começando. "Quando eu comecei a cantar, meus amigos só me pediam sertanejo. E eu sabia só duas músicas da Marília Mendonça. Eu percebi que esse estilo fazia muito sucesso e aí falei: 'cara, vou ter que aprender uns sertanejos'. Aprendi 15 músicas em um mês e fui até um barzinho com dois amigos só para começar." Foi nesse cenário que ela viu a oportunidade de crescer profissionalmente, mas ainda faltava encontrar uma maneira de conciliar o gênero com o seu gosto pessoal pelo pop. A resposta veio em 2022, quando a música "Pipoco", de Ana Castela, estourou em todo o país. Uma amiga mostrou o clipe e insistiu que Marcela precisava conhecer a artista que estava misturando o sertanejo com batidas eletrônicas. No início, o visual da "Boiadeira", com fivela e chapéu, causou estranhamento, mas Marcela logo percebeu que aquela era a peça que faltava para sua carreira: uma pegada moderna e fashionista dentro do sertanejo. À esquerda, a cantora Marcela Morais adota a estética 'popnejo' com tons de rosa, inspirada no estilo da ídola Ana Castela (à direita), a 'Boiadeira'. Arquivo pessoal/ Divulgação Mudança de rumo Essa admiração mudou completamente a forma como a cantora escreve atualmente. Marcela, que compunha letras em inglês sobre desilusões amorosas, passou a escrever focada na estética de Ana Castela, unindo o que é "vendável" para a indústria com a sua essência. A primeira música autoral nesse formato, "As Meninas da Cidade", nasceu justamente dessa mistura. A letra mostra a visão de quem nasceu no meio urbano, mas adotou a cultura do rodeio por escolha e paixão. "A ideia da Ana Castela foi trazer esse sertanejo urbano. Ela é alguém que veio da tradição e foi para a cidade. A minha intenção é contar a minha verdade através desse espaço que ela abriu. A minha versão é diferente: eu falo do sertanejo pelo qual eu me apaixonei estando na cidade. São óticas diferentes, mas que se encontram no mesmo estilo e nas batidas dançantes", explica. A cantora Marcela Morais, de Ribeirão Preto (SP), adota o rosa como símbolo de força e feminilidade na construção de sua marca no sertanejo moderno Arquivo pessoal 🎀 Pressão da indústria, dancinhas e muito rosa Para se destacar em um mercado tão concorrido, a jovem entende que não basta apenas ter uma boa voz. Hoje, a indústria da música brasileira exige que as canções tenham coreografias fáceis e sejam curtas o suficiente para viralizar nas redes sociais. Ao invés de lutar contra essa exigência, Marcela usa as plataformas a seu favor. "Eu sinto que se é o público que está pedindo essa nova estrutura, a gente tem que se atualizar. Isso não significa abrir mão da sua própria verdade, mas você precisa atualizar a forma como está fazendo música. Nem sempre uma música de cinco minutos vai ser interessante agora. Por que não então, cinco músicas de um minuto e meio, que é o formato que o TikTok e o Instagram querem? É o formato que o público quer agora." Além do ritmo acelerado das composições, Marcela investe na construção de uma identidade visual marcante. A cantora adotou figurinos onde o rosa é o protagonista absoluto, desde o chapéu até as botas personalizadas. Ela relata que sempre gostou do tom, mas que, na sua carreira, a cor ganhou um propósito maior. O rosa simboliza o universo feminino alinhado à força da mulher batalhadora. "O rosa comunica tudo aquilo que eu quero, é o feminino, o inovador, o poder. É a feminilidade da mulher trabalhadora, guerreira, que vai atrás do sonho de chegar aos grandes palcos", destaca Marcela. Com referências no pop internacional, Marcela Morais investe em performances coreografadas e é acompanhada por bailarinas em seus shows na região de Ribeirão Preto (SP) Arquivo pessoal 🎶 Sonho de conhecer Ana Castela Apesar de ter Ana Castela como sua maior inspiração na carreira, Marcela nunca esteve frente a frente com ela. O encontro, que é um dos maiores sonhos da jovem de Ribeirão Preto, ainda não aconteceu nem mesmo em um dia de show. Sem o contato pessoal, a solução foi transformar as redes sociais em uma sala de aula. Marcela estuda os vídeos das apresentações ao vivo, analisa como Ana Castela conversa com o público e até as brincadeiras que ela faz no palco. Para a jovem, poder dividir o microfone com a sul-mato-grossense em um futuro próximo seria o ponto mais alto de sua trajetória. "Eu nunca consegui conhecer ela pessoalmente e nem ir a um show, você tem ideia? Mas eu assisto tudo pelo YouTube. Pego a gravação do show inteiro e fico estudando, vendo como ela se move e como ela fala. Eu me sinto muito próxima dela, sinto que temos muitas coisas parecidas mesmo sem nunca ter chegado perto. Quero muito ser amiga dela e, com certeza, meu maior sonho de vida é um dia poder cantar junto com a Ana Castela", confessa Marcela. Marcela Morais busca na estética da 'Boiadeira' a identidade visual para sua carreira em Ribeirão Preto (SP) Arquivo pessoal ✍️ Rotina e apoio dos pais Apesar de se dedicar de forma exclusiva à carreira artística, Marcela é transparente ao explicar que ainda não consegue se sustentar sozinha apenas com a música. É aí que entra o pilar mais importante da sua trajetória: os pais. Além do suporte financeiro para os investimentos contínuos que o início da carreira exige, eles formam a base emocional da cantora. Mesmo sem o costume de ouvir o gênero antes, hoje os pais decoram as letras, marcam presença na beira do palco nos shows e mergulharam de cabeça no sonho da filha. "Meus pais são meus maiores apoiadores da vida. Eles entraram de cabeça comigo nisso. Meu pai não conhecia nada de sertanejo, a minha mãe conhecia um pouquinho. Agora eles vão em quase todos os meus shows, prestigiam e cantam de cabeça todas as músicas do meu repertório. Estão aprendendo junto comigo", conta. Marcela Morais ao lado dos pais, que deixaram o rock e a MPB de lado para mergulhar no universo sertanejo e apoiar a carreira da filha Arquivo pessoal Para retribuir todo esse apoio e dar conta das coreografias, a rotina de ensaios da jovem é pesada. A semana da artista inclui sessões de fonoaudiologia, aulas de técnica vocal, treinos de violão e teclado, além de muitas horas dedicadas à dança para acompanhar as bailarinas que dividem o palco com ela. Com grandes eventos na região, como o Ribeirão Rodeo Music, o foco da cantora é continuar usando as plataformas digitais para divulgar seu trabalho e se preparar para as oportunidades. Para Marcela, sair da plateia e alcançar as mesmas arenas gigantescas das estrelas que a inspiram é apenas uma questão de tempo e dedicação. Sem nunca ter conhecido a ídola pessoalmente, Marcela Morais estuda performances de Ana Castela pela internet e sonha com os grandes palcos do Brasil Arquivo pessoal *Sob supervisão de Thaisa Figueiredo Leia mais notícias do Ribeirão Rodeo Music 2026 VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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