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    Duas semanas após briga com ameaça de morte entre deputados do PL, Assembleia de Goiás ainda não adotou atitude sobre o caso

    7 hours ago

    Confusão envolvendo deputados atrapalha trabalho na Alego Passadas duas semanas do bate-boca entre os deputados estaduais Amauri Ribeiro e Major Araújo, ambos do PL, que incluiu até ameaça de morte, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) ainda não adotou uma medida concreta sobre o episódio. Em entrevista à TV Anhanguera, o presidente da casa, deputado Bruno Peixoto (União) disse que trabalha para que o caso não fique impune. "Nós vamos trabalhar com muita energia, para que haja punição. Estou fazendo, estou cobrando, para que seja com muita celeridade", afirmou Peixoto. O g1 procurou a Alego, que solicitou que fosse procurada a assessoria da presidência. Questionada se há um prazo regimental para a abertura de procedimento de análise, a presidência não retornou até a última atualização desta reportagem. Os deputados estaduais Major Araújo e Amauri Ribeiro protagonizaram um bate-boca que culminou para ameaça de morte Sérgio Rocha/Alego Em nota, o deputado Amauri disse que espera que o Conselho de Ética "apure os fatos com rigor e aplique as medidas cabíveis". Afirmou também que foram protocoladas representações no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa, no Ministério Público e também na Corregedoria da Polícia Militar. O também g1 procurou o deputado Major Araújo, mas ainda não obteve retorno. A briga em que houve troca de ameaças aconteceu no plenário da Alego no dia 7 de maio, quando, durante uma discussão, o deputado Amauri falou a frase "Não deixa eu colocar a mão em você!". Em seguida, Major Araújo respondeu: "Põe a mão em mim para você ver! Amanhã você amanhece morto" As duas ameaças foram registradas em vídeo por pessoas que estavam no plenário. Elas foram ditas pelos parlamentares quando a sessão já havia sido interrompida por Bruno Peixoto, diante da escalada da agressividade por parte de ambos os deputados. O que aconteceu Uma das motivações para as discussões entre os deputados envolveu a ausência do presidente do PL de Goiás, o senador Wilder Morais, na votação da indicação do ex advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão plenária do dia 30 de abril, Amauri fez questionamentos sobre os votos de senadores goianos, dizendo que iria perguntar pessoalmente ao Wilder por que ele não havia votado. No dia 6 de maio, Major Araújo retomou o assunto durante a sessão, afirmando que o correligionário não deveria ter dito isso. "O deputado Amauri induziu as pessoas a pensarem que a ausência favorece o Messias. A ausência prejudica. E ele sabe disso. Mas fez de má fé", afirmou. No dia seguinte, os dois elevaram o tom, ao voltarem ao tema mais uma vez, culminando na ameaça de morte registrada em vídeo. Cinco dias depois, o deputado Major Araújo apresentou um requerimento pedindo autorização para entrar armado no plenário da Alego. “Eu estou apresentando um requerimento para que a mesa diretora me autorize a vir para o plenário armado. Porque a gente tem sido aqui alvo de ameaça, agressão, enfim, chamar para os tapas”, disse Major Araújo. Leia a íntegra da nota do deputado Amauri Ribeiro: "É inadmissível que um deputado ameace de morte outro parlamentar dentro da Assembleia Legislativa de Goiás. O deputado estadual Amauri Ribeiro foi ameaçado de morte pelo deputado Major Araújo, policial militar da reserva, em um episódio grave que ultrapassa todos os limites do debate democrático, do respeito institucional e da convivência parlamentar. Como se não bastasse, Major Araújo ainda apresentou requerimento solicitando autorização para entrar armado no plenário da Alego. Diante da gravidade dos fatos, foram protocoladas representações no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa, no Ministério Público e também na Corregedoria da Polícia Militar. Esperamos que o Conselho de Ética apure os fatos com rigor e aplique as medidas cabíveis, já que não é a primeira vez que o deputado Major Araújo se envolve em episódios de ameaças, utilizando sua condição de policial militar para tentar intimidar parlamentares e até mesmo a população goiana".
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