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    Drones sobrevoam palácio presidencial da Venezuela, e forças de segurança disparam tiros

    há 2 dias

    Tiroteio é registrado próximo do Palácio Miraflores, em Caracas Drones não identificados sobrevoaram o Palácio de Miraflores, sede do governo da Venezuela, no centro de Caracas, na noite desta segunda-feira (5). Segundo uma fonte ouvida pela agência AFP, forças de segurança dispararam tiros para tentar abater os artefatos. Os disparos começaram por volta das 20h no horário local (21h em Brasília). De acordo com a AFP, uma fonte do governo afirmou que a situação estava sob controle. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre a origem dos drones. Nas redes sociais, usuários publicaram vídeos em que é possível ouvir vários disparos. O episódio ocorre dois dias depois de os Estados Unidos conduzirem uma operação na capital venezuelana para capturar o ditador Nicolás Maduro. No sábado (3), Caracas foi alvo de várias explosões. Nos últimos dois dias, o governo dos Estados Unidos disse que não realizaria novos ataques contra a Venezuela, desde que as autoridades do país continuem colaborando. ais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não está em guerra com a Venezuela. Em entrevista à NBC News, ele disse que a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, está cooperando com o governo americano. Segundo Trump, o contato ocorre por meio do secretário de Estado, Marco Rubio. “A relação entre eles tem sido muito forte”, afirmou. Trump acrescentou que pode autorizar uma nova operação militar caso Delcy mude de posição. Com a deposição de Maduro, Delcy assumiu a liderança na Venezuela. Até então, ela era vice-presidente. A decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país logo após Maduro ser retirado do poder pelos Estados Unidos. Segundo o texto da decisão, Rodríguez assume a função para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”. Além da decisão judicial, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram Rodríguez como presidente interina no domingo (4). Em pronunciamento em rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, apoiou a determinação de mantê-la no cargo por 90 dias. Delcy foi oficialmente empossada em uma cerimônia nesta segunda-feira. *A reportagem está sendo atualizada. Maduro capturado Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, em foto compartilhada por Trump. REUTERS Nicolás Maduro foi capturado por forças americanas durante a madrugada de sábado. Ele foi levado para os Estados Unidos junto com a mulher, onde será julgado por uma série de crimes, incluindo tráfico internacional de drogas. Já em solo americano, Maduro compareceu nesta segunda-feira (5) a uma audiência diante de um juiz federal em Nova York e declarou-se inocente. No mesmo dia, o Conselho de Segurança da ONU também se reuniu em Nova York para discutir o ataque conduzido pelos Estados Unidos na Venezuela. Em resposta à operação, o atual governo venezuelano ordenou que a polícia “inicie imediatamente a busca e captura em âmbito nacional de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos”. O governo americano afirma que Maduro lidera o chamado Cartel de los Soles, grupo acusado de atuar no tráfico de drogas da América do Sul para os EUA e de tentar desestabilizar a sociedade americana. A Casa Branca colocou a organização na mira de seu aparato militar após classificar grupos de tráfico de drogas como organizações terroristas. Essas conclusões, no entanto, são contestadas por especialistas que estudam o tema. Segundo pesquisadores, o Cartel de los Soles não tem uma hierarquia definida e funciona como uma “rede de redes”, formada por integrantes de diferentes patentes militares e setores políticos da Venezuela. Para esses especialistas, Maduro não seria o chefe da organização. Ainda assim, há indícios de que ele esteja entre os principais beneficiários de um modelo de “governança criminal híbrida” que teria ajudado a se consolidar no país.
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