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    Dólar abre em queda com foco na guerra no Oriente Médio e “prévia” do PIB

    3 months ago

    Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu nesta segunda-feira (16) em queda de 1,08%, a R$ 5,2658, de olho nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e nos impactos sobre o preço do petróleo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ O preço do petróleo voltou a subir com a escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O barril do Brent chegou a US$ 106 e acumula alta de mais de 40% desde o início do conflito, em meio a incertezas sobre o transporte global da commodity com o bloqueio do Estreito de Ormuz. ▶️ Nesta segunda, o Exército de Israel anunciou o início de "operações terrestres limitadas" no sul do Líbano contra o grupo rebelde libanês Hezbollah. A ação, na prática, é uma invasão de território. Em comunicado, a pasta afirmou que a operação terrestre tem como objetivo "estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada" com a destruição de infraestrutura do Hezbollah na região. ▶️No Brasil, a agenda econômica desta semana tem como destaque a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, e a atualização das projeções do mercado no Boletim Focus. A semana é marcada por decisões importantes sobre juros no Brasil e nos EUA, com investidores atentos à reunião do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom). ▶️E a Receita Federal divulga hoje as regras da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026. Milhões de contribuintes terão de prestar contas à Receita sobre rendimentos e despesas referentes ao ano de 2025. O prazo começa em 23 de março e se estende até 29 de maio. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,34%; Acumulado do mês: +3,51%; Acumulado do ano: -3,18%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -0,95%; Acumulado do mês: -5,94%; Acumulado do ano: +10,36%. Petróleo na marca dos US$ 100 O preço do petróleo atingiu os US$ 106 por barril em meio à escalada da guerra entre EUA-Israel e Irã, que entra na terceira semana. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, elevou as incertezas sobre oferta e transporte global. Desde o início do conflito, o Brent, padrão internacional já acumula alta superior a 40%, pressionando os mercados e aumentando os temores de inflação global. O barril de Brent caía 0,34% por volta das 8h10, cotado a US$ 102,79 após abrir acima de US$ 106 (cerca de R$ 556,87). Já petróleo bruto de referência dos EUA operava em queda de 0,86%, para US$ 96,01 (cerca de R$ 516,77). A valorização acumulada desde o início da guerra é de quase 50%. Guerra no Oriente Médio Israel anunciou o início de uma operação terrestre “limitada” no sul do Líbano contra alvos do Hezbollah, com o objetivo de destruir infraestrutura do grupo e reforçar a defesa na fronteira. A ação, na prática, é uma invasão de território. O termo "operação limitada" também foi utilizado por Israel da última vez que tropas do país invadiram o território do Líbano, em outubro de 2024. À época, o professor de Relações Internacionais da UFF e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin explicou ao g1 que o termo significa uma incursão pontual, que não inclui uma ocupação completa do território que está sendo invadido. A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após a retomada do conflito entre Israel e Hezbollah no início de março, ligada à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Desde então, Israel intensificou bombardeios e ataques no território libanês, enquanto o Hezbollah também tem lançado ofensivas contra Israel. O confronto já deixou centenas de mortos no Líbano e provocou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas. Agenda econômica Boletim Focus O mercado financeiro passou a prever um corte menor da taxa Selic na reunião do Copom desta semana, segundo o Boletim Focus do Banco Central. A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,75% ao ano, após a guerra no Oriente Médio elevar os preços do petróleo e aumentar os riscos de pressão inflacionária. Previsões do mercado: Selic (2026): corte para 14,75% nesta reunião Selic no fim de 2026: 12,25% ao ano Inflação (IPCA) 2026: 4,10% PIB 2026: 1,83% de crescimento Dólar no fim de 2026: R$ 5,40 Prévia do PIB O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,80% em janeiro na comparação com dezembro. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,85%, de acordo com pesquisa da Reuters. Na comparação com janeiro do ano passado, o indicador registrou crescimento de 1,0%. Já no acumulado em 12 meses, o avanço chegou a 2,3%, conforme dados sem ajuste sazonal. Imposto de Renda A Receita Federal informou que o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) começa em 23 de março e vai até 29 de maio. Quem enviar fora do prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Devem declarar, entre outros casos: contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025; tiveram rendimentos isentos acima de R$ 200 mil; realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil; ou possuíam bens superiores a R$ 800 mil no fim do ano. As mudanças na faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, conforme aprovado no ano passado, só terão efeito nas declarações a partir de 2027. (Veja quem mais é obrigado a declarar). Mercados globais Os mercados globais seguem influenciados pela escalada das tensões no Oriente Médio, que aumenta o temor de interrupções no fornecimento de energia e de novas altas no preço do petróleo. Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,45%, enquanto o CSI300 avançou 0,05%. Já o índice de Xangai recuou 0,26% e o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,1%. O mercado foi parcialmente apoiado por notícias de avanços da China na produção de chips, mas a guerra no Irã continua mantendo os investidores cautelosos. Notas de dólar. Luisa Gonzalez/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
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