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    Dólar abre em alta com petróleo no radar e atenção à inflação dos EUA

    há 3 meses

    Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (11) com leve alta, avançando 0,02% por volta das 9h05, sendo negociado a R$ 5,1581. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ▶️ Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11), enquanto bolsas europeias e asiáticas registraram quedas. O movimento ocorre em meio às incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio. Por volta das 9h40 GMT (6h40 em Brasília), o barril do WTI — referência nos Estados Unidos — avançava 5,91%, a US$ 88,38. Já o Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, cotado a US$ 92,23. ▶️ A alta ocorre após uma forte queda registrada na véspera, quando os preços do petróleo despencaram mais de 11% — a maior baixa percentual em um único dia desde 2022. O recuo veio depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã poderia terminar em breve. ▶️ Nos Estados Unidos, os investidores também acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de fevereiro, indicador que mede a inflação no país. ▶️ No Brasil, a agenda inclui uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre as eleições presidenciais de 2026 será divulgada nesta quarta-feira. O levantamento também avalia os efeitos recentes do Caso Master sobre a confiança no Supremo Tribunal Federal (STF). Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: -1,66%; Acumulado do mês: +0,44%; Acumulado do ano: -6,05%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +2,28%; Acumulado do mês: -2,83%; Acumulado do ano: +13,85%. Vai e vem do petróleo Os preços do petróleo dispararam nos últimos dias e chegaram a subir até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril (cerca de R$ 630). O movimento ocorreu em meio às preocupações com a guerra no Oriente Médio, que entra na segunda semana sem sinal de trégua e levanta temores sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia. Nesta terça-feira, porém, as cotações passaram a recuar, após a sequência recente de altas que levou o barril a se aproximar desse patamar no mercado internacional. Perto das 17h30, o barril do Brent, referência global, tinha uma queda de 8,38% nos contratos para entrega em abril, a US$ 90,67. Já o WTI, dos EUA, caía 8,68%, cotado a US$ 86,54 por barril nos contratos para março. O movimento ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que espera um desfecho mais rápido para o conflito no Oriente Médio do que o prazo anteriormente estimado de quatro a cinco semanas. A sinalização de um possível alívio nas tensões ajudou a reduzir parte da pressão sobre as cotações da commodity. Ainda assim, o mercado segue atento a novos desdobramentos da guerra, depois de autoridades americanas — entre elas o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o general Dan Caine — indicarem que os ataques contra o Irã estariam se intensificando. Do lado iraniano, autoridades também ameaçaram manter restrições ao fornecimento de petróleo na região. Além disso, produtores do Oriente Médio ainda não retomaram a produção em larga escala, enquanto os custos de transporte da commodity tendem a permanecer elevados por algum tempo, fatores que continuam sustentando a volatilidade no mercado de energia. Mercados globais A maioria dos mercados internacionais fecharam em alta nesta terça-feira, após dias de volatilidade ligados ao conflito no Oriente Médio. O movimento foi influenciado pela queda do preço do petróleo, que reduziu parte das preocupações com o impacto da energia mais cara sobre a economia global. A exceção foi Wall Street, onde os três principais índices americanos fecharam com sinais mistos. O Dow Jones caiu 0,07%, aos 47.706,51 pontos; o S&P 500 recuou 0,21%, para 6.781,48 pontos; e o Nasdaq Composite ganhou 0,01%, aos 22.697,10 pontos. Na Europa, as bolsas fecharam em alta, acompanhando o movimento observado em outros mercados. O avanço ajudou a recuperar parte das perdas registradas nos últimos dias em meio às incertezas provocadas pela guerra. No fechamento, o STOXX 600 subiu 1,82%, aos 605,76 pontos. Entre os principais mercados, o DAX de Frankfurt avançou 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100 de Londres ganhou 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40 de Paris subiu 1,79%, alcançando 8.057,36 pontos. Na Ásia, as bolsas também encerraram o dia em alta, recuperando parte das quedas recentes. O movimento ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o conflito no Oriente Médio poderia “acabar em breve”. A declaração contribuiu para a recuperação de mercados que vinham acumulando perdas, como os de China e Hong Kong. Também influenciou o cenário a decisão do governo chinês de elevar os preços máximos de gasolina e diesel, acompanhando a alta do petróleo observada após o fechamento do Estreito de Ormuz durante a escalada da guerra. No fechamento, em Xangai, o índice SSEC subiu 0,65%, aos 4.123 pontos, enquanto o CSI300 avançou 1,28%, aos 4.674 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ganhou 2,17%, chegando a 25.959 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei registrou alta de 2,88%, aos 54.248 pontos. Notas de dólar. Murad Sezer/ Reuters *Com informações da agência de notícias Reuters.
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