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    Diocese denuncia atraso de R$ 20 milhões em repasses do governo a hospital e casa de acolhida no Acre

    há 2 dias

    Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, no Acre Reprodução/Facebook A Diocese de Rio Branco denunciou o atraso no repasse de mais de R$ 20 milhões por parte do governo e da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) no âmbito dos convênios entre a entidade religiosa e o estado para atendimento de pacientes no Hospital Santa Juliana e na Casa de Acolhida Souza Araújo. O convênio com a unidade hospitalar permite o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a Casa Souza Araújo abriga 30 pessoas com sequelas da hanseníase e que foram afastadas das famílias em décadas passadas. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp O g1 entrou em contato com a Sesacre e aguarda retorno. Em agenda no estado, presidente Lula visitou Casa Souza Araújo na capital Por meio de publicação em uma rede social, a diocese ressaltou que os atrasos nos repasses financeiros são recorrentes. Conforme apurado pelo g1, há atraso no pagamento de funcionários, contudo, a representação da Igreja Católica na capital não informou quantos trabalhadores e há quanto tempo. LEIA MAIS: Diocese de Rio Branco decide encerrar parceria com o governo por falta de repasse à Colônia Souza Araújo Sem renovar contrato com governo e dívida de quase R$ 1 milhão, casa Souza Araújo pode fechar as portas no AC Casa que atende ex-hansenianos no AC tem energia cortada após 6 meses sem receber repasse do governo A postagem afirma ainda que o atraso compromete o equilíbrio financeiro e dificulta o planejamento administrativo e operacional. Conforme a Diocese, cerca de 80% dos atendimentos no Santa Juliana são de usuários do SUS e o hospital responde por aproximadamente 50% dos partos feitos na capital acreana. "Esta manifestação pública busca apenas o cumprimento das obrigações assumidas pelo poder público em relação aos serviços efetivamente prestados à população por meio do Sistema Único de Saúde", disse parte da nota. Diocese de Rio Branco publicou nota que relata sobre os atrasos Reprodução/Instagram Espaços seguem funcionando Casa Souza Araujo atende ex-hansenianos em Rio Branco Reprodução/Rede Amazônica Acre Outro argumento apresentado pela instituição é de que os pagamentos em atraso seriam de serviços já executados, e que foram auditados e reconhecidos pelo poder público. A diocese afirma que os atrasos apenas se acumularam ao longo dos últimos anos e alerta para o risco de comprometimento dos serviços. "É importante ressaltar que tanto o Hospital Santa Juliana quanto a Casa de Acolhida Souza Araújo continuam funcionando normalmente e permanecem comprometidos com sua missão de acolher, cuidar e servir", destacou um trecho da mensagem. Atrasos recorrentes Em 2021, no auge da pandemia de covid-19, a Diocese de Rio Branco já tinha encerrado as tratativas com a Sesacre pelo convênio da Casa de Acolhida Souza Araújo. À época, sem recursos, o abrigo ainda chegou a ter a energia cortada por falta de pagamento. Naquele ano, a Sesacre informou que tinha interesse em celebrar o convênio com a Diocese de Rio Branco, desde que o Plano de Trabalho fosse ajustado para atender às normativas vigentes. Após a tratativas, a diocese conseguiu negociar a dívida com a Energisa, mas ficou devendo ainda R$ 3 mil à distribuidora. As contas em atraso naquele período foram resultado de seis meses de vencimento do convênio, o que resultou em dívidas que chegaram a R$ 1 milhão. Já em 2019, um ano antes da pandemia, o então bispo Joaquín Pertíñez, anunciou a suspensão dos atendimentos pelo SUS no Hospital Santa Juliana por falta de repasse do governo do estado. À época, a dívida era de R$ 4 milhões. Anteriormente, em 2018, alegando atraso de quase quatro meses nos salários, médicos decidiram atender apenas casos de urgência e emergência no hospital, e no começo de 2019, os serviços foram novamente suspensos por falta de pagamento. Reveja os telejornais do Acre
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