Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    'Dinheiro fácil': Como grupos armados estão usando Facebook e TikTok para recrutar menores na Colômbia

    7 hours ago

    PF investiga rede do CV suspeita de trazer drogas da Colômbia para o Brasil A ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou nesta segunda-feira (24) que as redes sociais Facebook e TikTok falham em detectar, remover e evitar a divulgação de conteúdo produzido por grupos armados na Colômbia para recrutar menores de idade e que "seus algoritmos parecem, inclusive, promover" as mensagens. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ao longo de seis décadas de conflito armado, as guerrilhas e os narcotraficantes recrutaram crianças e adolescentes pobres para os grupos. Nos últimos anos, o uso de redes sociais "contribuiu para o aumento drástico do recrutamento infantil", segundo uma investigação da organização. "As plataformas digitais precisam reconhecer que estão sendo usadas para o recrutamento de meninas e meninos", declarou Juanita Goebertus, diretora para as Américas da Human Rights Watch, durante a apresentação do relatório em Bogotá. "Na prática, estão sendo usadas para a prática de delitos, inclusive crimes de guerra" No documento, a HRW aponta que a divulgação de publicações que "glorificavam a vida armada" e promoviam "ofertas de trabalho enganosas" contribuíram para que pelo menos 1.500 menores fossem recrutados na Colômbia desde 2021. Os grupos armados utilizam as crianças principalmente para combater, obter informações e operar drones, segundo o relatório. Adolescente com o celular em mãos Divulgação "Quase metade" dos afetados por este delito, considerado crime de guerra, é de indígenas. E as meninas, que representam 40% dos casos, estão expostas à violência sexual. A HRW documentou publicações nas quais os criminosos exibem maços de dinheiro e joias. Em outras, aparecem em acampamentos ou ouvindo narcocorridos, canções que fazem apologia de grupos criminosos. Os grupos armados vendem "um estilo de vida" de "dinheiro fácil", afirmou durante a apresentação Mathew Charles, ex-assessor do Unicef na Colômbia e diretor da fundação de inclusão de jovens vulneráveis Mi Historia. Alguns usuários perguntam, nos comentários, como podem entrar em organizações como o cartel 'Clan del Golfo' ou em guerrilhas como o ELN e as dissidências das Farc que rejeitaram o acordo de paz de 2016. Estas últimas são responsáveis por 74% dos casos, segundo o relatório. A ONG afirmou ter informado Meta, empresa matriz do Facebook, e ByteDance, do TikTok, sobre o problema. "Ambas afirmaram que removeram o conteúdo de grupos armados que apontamos", indicou a HRW. A Meta afirmou que "se esforça constantemente para aperfeiçoar" sua estratégia para combater o recrutamento de menores, de acordo com o relatório. A ByteDance alegou que impede "de maneira proativa que os grupos armados ilegais e os grupos criminosos organizados utilizem" a plataforma com estes objetivos. Embora o acordo de paz de 2016 tenha desarmado a maioria das Farc, dissidências e outros grupos armados se expandiram desde então. O presidente Abelardo de la Espriella, que está há menos de um mês no poder, promove uma ofensiva militar para combatê-los com a ajuda dos Estados Unidos e de Israel. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Série do Jornal da Globo fala com trabalhadores autônomos de SP para entender eleitores independentes
    Artigo Seguinte
    Pais criticam negligência no combate ao bullying em colégio onde aluno foi esfaqueado em Ribeirão Preto

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário