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    Destino da elefanta 'Baby' é definido após fechamento do zoológico do Parque Beto Carrero

    há 1 semana

    Elefanta asiática Baby, vive no Beto Carrero World há cerca de três décadas Reprodução/Redes sociais 🐘 O destino da elefanta asiática "Baby", que vive no Beto Carrero World há cerca de 30 anos, foi finalmente definido pela Justiça de Santa Catarina. O animal será transferido para o Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso, determinou a 2ª Vara da comarca de Penha nesta semana. A transferência deve acontecer no prazo de 60 dias. A ONG Princípio Animal, autora da ação, e o Santuário de Elefantes argumentaram que o espaço no Mato Grosso oferece mais liberdade, uma área muito maior e a chance de convivência com outros animais da mesma espécie. Do outro lado, o parque defendeu a permanência do animal no zoológico atual, alegando que ela já tem uma rotina estável, equipe especializada e uma mudança traria riscos de adaptação. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp A disputa se arrastava desde 2024 quando o Parque Beto Carrero anunciou a que fecharia as atividades do zoológico e a elefanta seria transferida para um parque em São Paulo. A mudança foi impedida na Justiça após pedido da ONG. O Judiciário determinou, em primeira instância, que Baby ficasse no local sob os cuidados da equipe atual. O g1 procurou o Beto Carrero para comentar a decisão da Justiça, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Em nota (veja completa abaixo), a Princípio Animal destacou que a decisão "rompe com a ótica mercantilista que por tanto tempo tratou animais como objetos de exibição e entretenimento". Beto Carrero World fecha tradicional zoológico após 32 anos O que diz a decisão Na decisão, o juiz destacou que os animais são seres que sentem e que a escolha deveria se basear em critérios científicos de bem-estar, considerando aspectos físicos e comportamentais. Todo o processo será feito sob responsabilidade técnica do santuário, com acompanhamento de veterinários, exames antes da viagem e relatórios a cada dois meses para monitorar a adaptação à nova casa. O magistrado ponderou que o zoológico atual é regular e bem estruturado, mas concluiu que o santuário oferece melhores condições de espaço e uma adaptação mais flexível e segura para o futuro do animal. A decisão ainda pontua que a mudança não acontece por causa de irregularidades no parque de Penha, mas sim porque o santuário foi considerado o melhor cenário para atender às necessidades naturais da elefanta. Até que o transporte comece, os cuidados serão compartilhados entre o parque e o santuário, e o Beto Carrero World também terá que ajudar financeiramente com os custos iniciais da adaptação do animal no Mato Grosso. O que diz a Princípio Animal "A sentença no caso da elefanta Baby tem enorme relevância para o Direito Animal porque reconhece, de forma expressa, que os animais são seres sencientes, dotados de dignidade. Mais do que isso, o magistrado compreendeu que não se tratava de uma discussão abstrata entre zoológico e santuário, mas do destino de Baby como ser individual, com trajetória, história própria e interesses juridicamente relevantes. É uma decisão que rompe com a ótica mercantilista que por tanto tempo tratou animais como objetos de exibição e entretenimento. Ao afirmar que não se pode perpetuar a ideia de que o animal seja servo de seus guardiões e que o novo local deve priorizar, antes de tudo, a própria elefanta, e não os anseios de mercado ou de público, a sentença dá um passo muito importante. Para a Princípio Animal, falar em dignidade para Baby significa reconhecer que sua vida não se justifica por aquilo que oferece a terceiros. Sua vida não vale porque emociona visitantes, porque compõe um plantel ou porque pode ser exibida sob uma narrativa pedagógica. Sua vida vale por si. Sua existência tem importância própria, independentemente de sua utilidade para o olhar humano". VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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