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    Defesas de acusados de mandar matar Marielle e Anderson alegam falta de provas e pedem absolvição

    3 months ago

    PGR pede condenação de acusados de mandar matar Marielle e Anderson Gomes Os advogados de defesa dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes alegaram nesta terça-feira (24) que a Procuradoria Geral da República (PGR) não conseguiu apresentar provas que sustentem a acusação contra os envolvidos e pediram a absolvição dos réus. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar o caso nesta terça. A PGR pediu a condenação dos cinco acusados: Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves; João Francisco Inácio Brazão, deputado federal cassado, por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves; Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ, por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves; Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar, por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves; Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão, por organização criminosa. STF começa a julgar os 5 réus acusados de ordenar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes Jornal Nacional/ Reprodução Para a defesa de Rivaldo Barbosa, a acusação não encontrou elementos que justificassem a denúncia do ex-delegado pelo assassinato de Marielle. “Depois de mais de 60 diligências, o Gaeco não encontrou nenhum elemento que ensejasse denúncia pelo assassinato de Marielle nem por corrupção e lavagem de dinheiro”, afirmou o advogado Felipe Dalleprane. “A acusação quer fazer crer que o Rivaldo estaria em um banco de negócios sem que o nome dele tenha sido sequer citado nas investigações”. Marcelo Souza, também defensor de Rivaldo, afirmou que não há demonstrações do pagamento ao então delegado e rebateu a acusação de que ele foi nomeado para o cargo com a influência dos irmãos Brazão. “A PGR não trouxe um elemento sequer de prova, de algum motivo, de que Rivaldo estava nessa empreitada criminosa”, afirmou. “Por estar comprovado nos autos que Rivaldo não concorreu para os assassinatos, a defesa pede absolvição por negativa de autoria”. O advogado Cleber Lopes, da defesa do deputado cassado Chiquinho Brazão, disse que não conseguiu entender a “lógica da acusação” e afirmou que a delação de Ronnie Lessa “esbarra nos fatos”. “A acusação trabalha com o mais absoluto jejum em relação à prova. Todos sabemos que a prova carece de uma lógica. Esse processo não resiste a juízo crítico”, afirmou. “A defesa prova que ele está mentindo”, disse. – Esta reportagem será atualizada conforme com as declarações dos advogados no julgamento.
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