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    Defesa diz que goleiro Bruno cumpriu regras da condicional e questiona ordem de prisão da Justiça do RJ

    há 3 meses

    Defesa diz que goleiro Bruno cumpriu regras da condicional Divulgação A defesa do goleiro Bruno Fernandes, que atualmente reside em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, afirmou nesta segunda-feira (9) que vai contestar a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que determinou a prisão do ex-jogador por suposto descumprimento do livramento condicional. Segundo a Justiça, Bruno teria descumprido regras impostas para o benefício. O tribunal afirma que, no dia 15 de fevereiro, poucos dias após obter o livramento condicional, ele viajou para o Acre sem autorização judicial, apesar de estar proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro. De acordo com a advogada Mariana Migliorini, ele vinha cumprindo regularmente as condições impostas pela Justiça nos últimos três anos. 📱 Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na última semana, a Vara de Execuções Penais do Rio expediu um mandado de prisão contra Bruno após entender que ele descumpriu regras do benefício ao deixar o estado sem autorização judicial. Com isso, o livramento condicional foi revogado e a Justiça determinou o retorno ao regime semiaberto. De acordo com a defesa, no entanto, o benefício havia sido concedido há cerca de três anos e Bruno vinha cumprindo as obrigações impostas pela execução penal. “A Vara de Execuções do Rio já tinha concedido o livramento para o Bruno há cerca de três anos. Durante esse período, ele compareceu ao patronato todas as vezes, assinou regularmente, manteve endereço atualizado e seguiu as condições do livramento”, afirmou a advogada. A defesa do atleta questiona o fato de o procedimento formal de concessão do benefício, chamado de cerimônia de livramento condicional, não ter sido realizado pela Justiça. A advogada também afirmou que algumas das exigências impostas ao ex-jogador seriam incompatíveis com o regime de livramento condicional. “São condições muito severas que não traduzem o livramento condicional. Elas acabam transformando o semiaberto domiciliar em livramento condicional”, afirmou. A defesa informou ainda que pretende pedir a transferência da execução da pena para São Pedro da Aldeia. Segundo a advogada, a legislação prevê que o cumprimento da execução penal ocorra no local de residência do condenado. Por ora, a orientação da defesa é que Bruno não se apresente à Justiça do Rio até que a situação seja analisada judicialmente. “Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto, o que entendemos ser uma medida irregular”, afirmou a advogada. Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio e estava em liberdade condicional desde 2023. Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio Arquivo g1
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