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    Defesa de Vorcaro solicita ao STF que PF apresente informações sobre pedido de prisão do banqueiro

    há 3 meses

    A defesa de Daniel Vorcaro, requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Corte determine à Polícia Federal (PF) a apresentação de informações que sustentaram o pedido de prisão cumprido contra o dono do Banco Master na última quarta (4). 📱 Acesse o canal da Sadi no WhatsApp No pedido, os advogados solicitam as seguintes informações: As datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e mencionadas na investigação; A comprovação da existência do suposto grupo de mensagens denominado “A Turma” e se Daniel Vorcaro fazia parte do grupo; As datas das alegadas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais; Os documentos e datas que comprovariam os pagamentos mencionados na representação policial; E a identificação do documento, número de conta e evidências que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuída ao pai do empresário. No pedido, a defesa ainda argumentou que a prisão de Vorcaro ocorreu sem que ela tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva. Terceira fase da Operação Compliance Zero Daniel Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva foram presos na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. A prisão ocorreu por volta das 6h, quando Vorcaro foi levado para a Superintendência da PF em SP. Nesta terceira fase, a Operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraude processual e obstrução de justiça. Na decisão do ministro do STF, André Mendonça, afirma que Daniel Vorcaro chefiava uma espécie de milícia privada que monitorava autoridades e perseguia jornalistas. Essa foi a primeira decisão de Mendonça como relator do caso na Corte, após assumir a função em fevereiro devido à saída de Dias Toffoli da relatoria. O nome da operação é uma referência à falta de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. Esta etapa da Operação foi deflagrada a partir das mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido em novembro de 2025. As mensagens mostram que o grupo também teria se infiltrado no Banco Central. Os investigadores afirmam que dois servidores de alto escalão, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, recebiam propina para dar informações privilegiadas a Daniel Vorcaro.
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