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    Defesa de Vorcaro pediu ao STF acesso completo à perícia dos aparelhos eletrônicos

    há 3 meses

    A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro informou neste sábado (7) que pediu acesso integral aos elementos técnicos das perícias realizadas nos aparelhos eletrônicos apreendidos no curso das investigações da Operação Compliance Zero. Segundo os advogados de Vorcaro, esse pedido foi feito ainda em 16 de fevereiro — antes mesmo de o banqueiro ser preso nesta nova fase da operação, nesta semana. E que, diante das últimas notícias veiculadas pela imprensa sobre mensagens extraídas dos aparelhos, o pedido ganha ainda mais força. "O requerimento ganhou agora especial relevância diante de notícias amplamente divulgadas na imprensa com supostas mensagens extraídas dos aparelhos, o que levanta preocupação sobre a preservação da integridade do material e sobre eventual manuseio precipitado ou tecnicamente inadequado das informações", argumentou a defesa. Ainda segundo os advogados, entre as solicitações apresentadas estão o acesso: aos dados brutos extraídos dos dispositivos; às imagens forenses completas; aos laudos periciais; aos registros técnicos de extração; e aos códigos de verificação que asseguram a integridade das evidências. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na prática, os advogados afirmam buscar a realização de uma perícia independente. "O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas", justificam. A defesa informou também que "reiterou sua preocupação" com o que chamou de "vazamentos seletivos de conteúdos que estariam sob sigilo judicial" e "reafirmou seu compromisso de utilizar qualquer material obtido exclusivamente para fins processuais, preservando o sigilo das informações". Daniel Vorcaro ficará preso em cela de 6 m² de presídio de segurança máxima em Brasília Jornal Nacional/ Reprodução Acesso aos documentos Em 13 de fevereiro, o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), apresentava um novo pedido ao relator do inquérito do Master, ministro André Mendonça, para que fossem devolvidos para a comissão os documentos sigilosos referentes ao Banco Master e a seu dono, Daniel Vorcaro. A comissão havia quebrado vários sigilos — bancário, fiscal e telefônico — do Master e de Vorcaro, no entanto, o ministro Dias Toffoli, que era relator do inquérito do banco na época, determinou que esses documentos fossem transferidos para a guarda do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) — algo considerado incomum. O presidente da CPMI já havia encaminhado um pedido para Toffoli para a devolução dos sigilos quebrados, mas ele disse que só poderia fazer isso no final das investigações da Polícia Federal. A resposta do então relator frustrou a comissão. Em 20 de fevereiro, após a mudança da relatoria do caso, o ministro André Mendonça, que assumiu essa a posição de relator, devolveu CPMI o acesso a dados sigilosos sobre Daniel Vorcaro e o Banco Master. Na decisão da época, Mendonça determinou que o Congresso entregasse os documentos à Polícia Federal, que deveria fazer o compartilhamento com a CPMI. Nesses arquivos continham dados bancários, fiscais e telefônicos de Vorcaro. A quebra dos sigilos do banqueiro foi aprovada pela própria CPMI em dezembro. Mas as informações estavam sob custódia do presidente do Senado.
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