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    De ciúmes a homicídio: 'violentômetro' instalado no interior de SP alerta para escalada da violência contra a mulher

    7 hours ago

    Adamantina instala totem 'Violentômetro' para incentivar denúncias de agressões Antes da agressão física, a violência contra a mulher costuma se manifestar de outras formas. Ciúmes excessivos, chantagens, humilhações, ameaças e tentativas de controlar a rotina da vítima são alguns dos comportamentos que podem indicar uma escalada da violência. Para ajudar a identificar esses sinais e incentivar as denúncias, Adamantina (SP) passou a contar com um "violentômetro" instalado em um espaço público da cidade. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp O totem educativo foi instalado no Parque dos Pioneiros e apresenta, de forma visual, diferentes níveis de violência contra a mulher. A iniciativa integra a programação do Agosto Lilás, campanha de enfrentamento à violência doméstica e familiar. Com 2,40 metros de altura e 80 centímetros de largura, o equipamento foi adaptado pelo município a partir do modelo do violentômetro. A proposta é mostrar que comportamentos que muitas vezes são tratados como situações comuns ou “normais” também podem fazer parte do ciclo de violência. LEIA TAMBÉM Discussão por honorários termina em denúncia de ameaça dentro de hospital no interior de SP Passageiros relatam medo após sequência de crimes no Terminal Urbano de Presidente Prudente Mais do que cerveja: bancário transforma lembranças da família em marca artesanal no interior de SP Adamantina instala ‘violentômetro’ para ajudar mulheres a identificar sinais de violência: ‘Dar visibilidade’ Gustavo Luz/TV TEM Escalada de violência A escala apresentada no totem é dividida em cinco níveis. No primeiro, chamado “Cuidado”, aparecem comportamentos como piadas ofensivas, chantagem, mentiras, ciúmes excessivo, ignorar ou desprezar a parceira. O segundo estágio, de “Alerta”, reúne atitudes como controlar, proibir, intimidar, ameaçar, humilhar em público e desqualificar a mulher. Na sequência, no terceiro estágio, o nível de “Perigo” destaca ofensas, desrespeito, intimidação, isolamento e culpabilização da mulher. Já o quarto estágio, classificado como “Risco Muito Alto”, inclui ameaças com armas, ameaças de morte, destruição de bens, agressões físicas e violência sexual. No nível máximo, quinta estágio, de “Emergência”, estão situações como espancamento, sequestro, abuso sexual, mutilação e homicídio. Além da escala de violência, o equipamento também apresenta canais para buscar ajuda. São informados os telefones 180, da Central de Atendimento à Mulher, e 190, da Polícia Militar. O totem ainda conta com um QR Code que direciona para o WhatsApp da Central da Mulher, do Governo Federal. Para a secretária municipal de Assistência Social, Andreia Regina Ribeiro, a escolha de um espaço público busca levar a iniciativa para mais pessoas. “Diante disso, a rede de proteção do município resolveu criar esse totem, o 'Violentômetro', porque é aqui no Parque dos Pioneiros onde passa o maior número de pessoas, para dar visibilidade aos sinais de violência e também aos canais de denúncia oficial”, relatou Andreia. Adamantina instala ‘violentômetro’ para ajudar mulheres a identificar sinais de violência: ‘Dar visibilidade’ Gustavo Luz/TV TEM Região A instalação do equipamento ocorre em um cenário de aumento nos registros de pedidos de ajuda na região de Presidente Prudente. Dados do painel oficial do Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher, apontam que foram registradas 244 denúncias de violência contra a mulher entre 1º de janeiro e 29 de junho de 2026. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizadas 230 denúncias, uma alta de 6,1%. O número de protocolos de atendimento também aumentou, de 213 para 229. O dado que mais chama atenção é o que mostra a quantidade de violências relatadas. Foram 1.595 violações no primeiro semestre de 2026, contra 761 no mesmo período do ano passado, representando um crescimento de 109,6%. Na prática, a média de tipos de violência relatados em cada denúncia passou de 3,3 para 6,5. Dos 244 registros feitos pelo Ligue 180 neste ano, 180 ocorreram em ambientes residenciais, o equivalente a 73,8% das denúncias. Os principais locais apontados foram: 98 na casa da vítima; 82 na casa da vítima e do suspeito; 9 na casa do suspeito; 4 na casa de familiares; 2 na casa de terceiros. Também houve registros em vias públicas, ambientes virtuais, estabelecimentos comerciais, locais de trabalho, espaços de lazer e esporte e unidades de saúde. Outro dado do levantamento mostra que a própria mulher foi responsável pela maioria das denúncias. Em 152 casos, ou 62,3%, a notificação partiu da própria vítima. Em outros 92 registros, o chamado foi feito por terceiros, como familiares, vizinhos ou testemunhas. Adamantina instala ‘violentômetro’ para ajudar mulheres a identificar sinais de violência: ‘Dar visibilidade’ Gustavo Luz/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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