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    De celular a corrente de ouro, mergulhador ganha a vida como caçador de objetos perdidos no fundo de represa

    6 hours ago

    Mergulhador ganha a vida caçando objetos perdidos no fundo de represa em SP O mergulhador Lucas Belarmino Ribeiro encontrou nas profundezas da represa do Rio Grande, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG), uma fonte de renda que exige preparo, mas com demanda garantida: o resgate de objetos perdidos por banhistas e frequentadores da região. Toda semana, ele segue a mesma rotina ao chegar de quadriciclo às margens do rio para dar início ao trabalho de busca por celulares, joias e outros pertences submersos. "Tem bastante situação engraçada, o pessoal perde e muita das vezes não acredita. A gente vai lá e recupera para não acabar com o final da semana do pessoal. A gente vai lá e faz esse trampo. Dá certo", relata o mergulhador. Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp O "caçador náutico" ganhou repercussão nas redes sociais, quando atuou voluntariamente na recuperação de pertences das vítimas do naufrágio de uma chalana nas águas do Rio Grande há duas semanas. Os ocupantes se salvaram. Lucas mergulhou e conseguiu resgatar mais de 20 pares de óculos de sol, seis telefones celulares e diversas chaves, devolvendo todos os itens aos proprietários que haviam se salvado do acidente. O mergulhador Lucas Belarmino Ribeiro, em Rifaina (SP). Lindomar Cailton/EPTV Profissão ‘caçador náutico’ A atividade, que começou há alguns anos, exige técnica, investimento e planejamento para encarar as águas escuras da represa. Para atender aos chamados de quem perdeu objetos na água, Lucas investiu em um equipamento profissional completo. Cada imersão exige o uso de cilindro de oxigênio, que garante cerca de uma hora e meia de autonomia sob a água, além de pesos acoplados ao corpo para manter a submersão e uma roupa térmica especial para suportar as baixas temperaturas das profundezas. Nas áreas de busca, a profundidade do rio pode ultrapassar os 20 metros. Para localizar os itens em meio ao lodo e à vegetação aquática, o mergulhador conta com a ajuda de um detector de metais. Mergulhador de Rifaina (SP) já encontrou até celular funcionando no fundo de represa. Reprodução/EPTV Em meio a dezenas de óculos e aparelhos eletrônicos, muitos ainda em funcionamento ao serem retirados da água, Lucas guarda histórias marcantes de achados valiosos, como uma corrente de ouro de 60 gramas, avaliada em R$ 50 mil. "Item que tem valor eu até publico na minha rede social. Tem até uma situação que encontrei um drone, pus lá, o pessoal ventilou e a dona acabou vendo meu vídeo e chegou até a gente, a gente negociou, entreguei para eles. Então assim, tem muito item perdido por aí", conta Lucas. Para aumentar as chances de resgate, o caçador náutico orienta que as pessoas fiquem atentas ao ponto exato em que o objeto caiu na água para indicar pontos de referência. "'É ver alguma coisa cruzada, assim: um exemplo. Olha naquele prédio e no rumo desse jet ski. Faz uma cruz para saber mais ou menos, para a gente ter bem mais chance de achar o item", explica. LEIA TAMBÉM Chalana com cerca de 20 pessoas naufraga no Rio Grande na divisa entre São Paulo e Minas Gerais Piloto diz que chalana estava em dia e que agiu rápido antes de naufrágio no Rio Grande: 'Colete em todo mundo' O mergulhador Lucas Belarmino Ribeiro, em Rifaina (SP). Lindomar Cailton/EPTV Naufrágio de chalana no Rio Grande O acidente que mobilizou o mergulhador ocorreu no dia 11 de outubro, no Rio Grande, ponto turístico cercado por ranchos e pousadas entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG). A chalana transportava 22 pessoas, entre familiares e amigos do piloto José Eduardo Goulart de Andrade, quando começou a submergir gradualmente. Ao perceber a inclinação e a entrada de água, o condutor afirma que agiu rapidamente, garantindo que todos os ocupantes vestissem coletes salva-vidas e direcionando a embarcação para mais perto da margem antes que o motor apagasse. Chalana naufraga no Rio Grande, entre Rifaina (SP) e Sacramento (MG). Reprodução/EPTV Todas as 22 pessoas conseguiram se salvar sem ferimentos, nadando até a margem ou recebendo auxílio de condutores de lanchas e motos aquáticas que navegavam pelo local no momento do passeio de feriado. Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para prestar suporte, mas nenhum passageiro precisou de atendimento médico. O piloto informou que a documentação da embarcação estava regularizada e acredita que o afundamento tenha sido provocado pela entrada de água em um dos tubulões de flutuação. A Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, da Marinha do Brasil, enviou peritos ao local e instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidente e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas e responsabilidades do acidente. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região d
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