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Casas expostas na BAB
Reprodução
A primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) abriu para o público na última sexta-feira (27) reunindo obras de arquitetos de todas as regiões do país. Eles tiveram 100 m² para dar vida a casas com a alma de seus respectivos estados -- e o resultado foi uma explosão aconchegante de Brasil.
Ao percorrer os espaços, o público encontra desde salas com areia no chão e referências diretas ao litoral nordestino até estruturas com bambu, barro e madeira que evocam biomas e modos de vida de diferentes territórios.
Distribuídos em pavilhões inspirados em biomas como Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Pantanal, os projetos apresentam leituras contemporâneas da arquitetura brasileira a partir do território, do clima e da cultura local.
Veja algumas casas expostas na BAB:
Acre
A Casa Empate propõe uma arquitetura que vai além do abrigo ao se afirmar como gesto de memória e resistência. Inspirado nos “empates” — mobilizações de seringueiros contra o desmatamento —, o projeto destaca o protagonismo das mulheres acreanas como força política e simbólica na defesa da floresta. A casa subverte a lógica tradicional do espaço doméstico ao integrar dimensões privadas e coletivas, criando um ambiente voltado à escuta, à convivência e à articulação social.
A materialidade se ancora em saberes construtivos amazônicos, com superfícies permeáveis, luz filtrada e ventilação natural que aproximam a arquitetura do ritmo da mata. A vegetação incorporada ao espaço reforça essa continuidade com a paisagem, enquanto o conjunto propõe um modo de habitar baseado no cuidado, na justiça ambiental e na valorização das culturas locais, projetando futuro a partir da memória.
Bahia
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A Casa do Mastro traduz, em arquitetura, a atmosfera artística e espiritual da Bahia a partir de uma linguagem essencial, marcada por cores intensas e materiais naturais. Inspirado nas referências de uma vila litorânea, o projeto integra paisagem, clima e cotidiano em uma proposta aberta e afetiva, que valoriza o vínculo com o território e o modo de viver local. A arquitetura se constrói como expressão de identidade, articulando memória, estética e pertencimento.
O conceito dialoga com a trajetória de Valquito Lima, mestre dos mastros sagrados, incorporando a dimensão simbólica e cultural de sua obra. O resultado é um espaço que combina ancestralidade e contemporaneidade, destacando a simplicidade como elemento sofisticado e revelando a força da arquitetura que nasce do encontro entre cultura, paisagem e comunidade.
Ceará
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O projeto “É o Mar” propõe uma leitura sensorial da relação do Ceará com seu território, onde mar e sertão moldam modos de viver e construir. A partir da figura simbólica da Casa de Maria, representação das mulheres cearenses, a proposta traduz memória, afeto e identidade em uma morada contemporânea. O espaço valoriza o cotidiano como elemento estruturador do habitar, conectando tradição e experiência de forma fluida.
A arquitetura se apoia em estratégias climáticas como ventilação cruzada, sombreamento e controle de luz, promovendo integração com a natureza e conforto ambiental. A materialidade, com tons terrosos, madeira, cerâmica e elementos artesanais, reforça o vínculo com a cultura local e o fazer manual. O resultado é um ambiente que convida à reconexão com as origens, transformando a casa em um espaço de pertencimento e experiência sensorial.
Distrito Federal
O projeto parte de uma provocação central: existe uma arquitetura do Distrito Federal além de Brasília? Ao observar o crescimento espontâneo das cidades satélites, sem planejamento unificado, a casa Moderno no Viver reconhece a ausência de uma identidade arquitetônica consolidada nesses territórios — o que acaba levando de volta à capital como principal referência simbólica e afetiva da região. Mais do que um ícone urbanístico, Brasília é entendida como uma presença cotidiana e sensorial, construída a partir da vivência coletiva e da força de seus edifícios públicos, especialmente os palácios.
A proposta traduz essa monumentalidade para a escala doméstica, criando um ambiente que busca reproduzir não a forma, mas a sensação de estar na cidade. Elementos como carpete verde, paredes curvas, materiais e mobiliário aparecem como releituras contemporâneas da arquitetura institucional, transportando sua atmosfera para dentro de casa.
Goiás
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A Casa de Amélia parte de uma narrativa afetiva para traduzir, em arquitetura, a memória de uma mulher que construiu sua vida em Goiás a partir do cuidado e do convívio. O projeto tem como eixo a cozinha, entendida como lugar de encontro e permanência, onde gestos cotidianos — como cozinhar e compartilhar — ganham significado. O fogo aparece como elemento central, não apenas funcional, mas também simbólico, articulando dimensões sensoriais e culturais do espaço.
A materialidade, a luz e o percurso reforçam essa atmosfera, criando uma experiência que valoriza o tempo, a presença e as relações. Mais do que representar um lar, o ambiente propõe um espaço de acolhimento que ativa memórias e afetos, conectando tradição e contemporaneidade para expressar, de forma sensível, o modo de habitar goiano.
Maranhão
A Casa Pedro Neves propõe uma imersão na cultura maranhense ao criar um ambiente marcado por uma atmosfera terrosa e acolhedora, em que o barro — presente no piso e nas paredes — evoca ancestralidade, fazer artesanal e memória. A referência a uma oca reinterpretada orienta a ideia de abrigo e pertencimento, enquanto a paleta em azul e vermelho, inspirada na bandeira do estado, traduz identidade e vitalidade: o azul remete ao mar, ao céu e aos azulejos de São Luís, enquanto o vermelho traz a energia das manifestações populares.
Mato Grosso
Os arquitetos propõem, no "Loft da Preservação Cuiabana”, uma reflexão sobre identidade e preservação a partir do Pantanal e do território mato-grossense. Concebido como um loft de 100 m², o espaço traduz de forma sensorial e contemporânea a relação entre natureza, cultura e modo de vida local, evitando representações literais. A inspiração no bioma orienta tanto a narrativa quanto as escolhas arquitetônicas, criando um ambiente que valoriza pertencimento e memória a partir de uma leitura sofisticada da paisagem e da cultura regional.
A materialidade aposta em elementos naturais como barro, madeira e cerâmica, enquanto formas orgânicas e volumetrias reinterpretam curvas da paisagem e referências vernaculares. A paleta, com tons de verde, azul, laranja e terrosos, evoca fauna, flora, águas e solo, reforçando a conexão com o território.
Mato Grosso do Sul
A Casa Ñandejara propõe um refúgio contemporâneo a partir da figura de um poeta e pecuarista, traduzindo em arquitetura a identidade de Mato Grosso do Sul. Em cerca de 100 m², o projeto articula tradição e vanguarda para construir uma atmosfera sensorial ligada ao território. A fluidez orienta o espaço, com paredes curvas em madeira que remetem às lagoas pantaneiras e organizam os ambientes sem rupturas, conectando living, suíte e lavabo em um percurso contínuo.
A materialidade reforça essa narrativa ao incorporar referências diretas ao estado, como a pedra Vitória Régia e tons que evocam céu e águas da região. O mobiliário brasileiro inclui peças de Sérgio Rodrigues e do estúdio Lattoog, enquanto a curadoria de arte reúne nomes como Conceição dos Bugres, Alice Yura e Edson Castro. O resultado é um espaço que funciona como um “museu vivo”, onde arquitetura, arte e design constroem uma narrativa de pertencimento e valorização da cultura sul-mato-grossense.
Pará
O projeto “Caminho dos Rios” transforma o território amazônico em uma experiência arquitetônica fluida, inspirada no desenho dos rios que estruturam o estado. Em um loft de 100 m², curvas orgânicas conduzem o percurso como cursos d’água, conectando ambientes e criando uma narrativa sensorial que entrelaça cultura, memória e modos de vida. Rios como Xingu, Tapajós, Marajó e Guamá aparecem como referências simbólicas, entendidos não apenas como geografia, mas como elementos que sustentam identidades e deslocamentos.
A materialidade reforça essa leitura ao apostar em madeira, palha e texturas naturais, além de integrar obras de artistas locais e acervos ligados a diferentes povos da região.
Paraná
O habitar paranaense n'A Casa que Dança é marcado pelo encontro entre natureza, história e diferentes influências culturais, que se refletem em uma arquitetura discreta, funcional e profundamente conectada ao território. Na capital, predominam moradias mais reservadas, pensadas para o clima frio, com organização racional e estética sem excessos.
Já no interior, o cotidiano mais lento se traduz em casas amplas, integradas ao quintal e à paisagem, com uso de materiais que carregam memória. Em comum, está a ideia do lar como abrigo: um espaço de recolhimento que equilibra privacidade e hospitalidade.
Paraíba
O projeto “Do Sertão, ao Verde e Mar” propõe uma leitura sensível do território paraibano ao transformar seus diferentes biomas em uma experiência arquitetônica. Concebido como uma travessia espacial, o ambiente percorre Sertão, Agreste e Litoral, traduzindo em arquitetura as mudanças de paisagem e de modos de habitar. No Sertão, a materialidade remete à aridez da Caatinga, com soluções que evocam abrigo e resistência; no Agreste, os espaços se abrem à convivência e à vitalidade; já no Litoral, luz, ventilação e leveza ampliam a relação com o exterior.
Rio de Janeiro
A Casa Corcovado parte da ideia de traduzir, em arquitetura, a chamada “bossa carioca” — uma combinação de leveza, sofisticação e informalidade — aplicada a um apartamento fora do Rio. O projeto busca encurtar distâncias afetivas ao recriar, no espaço doméstico, referências do modo de viver carioca. Mais do que um ambiente contemplativo, a proposta privilegia o uso cotidiano, com espaços integrados que estimulam convivência, descanso e uma rotina mais desacelerada.
O projeto se organiza em dois eixos: na área social, tons de verde e azul e materiais naturais evocam a relação entre mar e floresta, com ambientes fluidos e voltados ao encontro; já na área íntima, cores quentes criam uma atmosfera de acolhimento.
Rio Grande do Norte
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A Casa de Veraneio é apresentada como uma síntese entre memória afetiva, identidade potiguar e linguagem contemporânea. Inspirado pela vivência à beira-mar, o projeto parte de referências pessoais e do território do Rio Grande do Norte para propor uma arquitetura que valoriza o pertencimento e a produção fora do eixo tradicional. Inserida no contexto do bioma da Caatinga, a casa articula clima, cultura e paisagem em uma leitura atual do morar, em que tradição e design se encontram sem abrir mão da origem.
Com cerca de 100 m², a residência integra living, jantar, cozinha e área íntima em um espaço fluido, marcado por elementos naturais e soluções adaptadas ao litoral. A paleta de tons neutros e de palha, junto ao teto de bambu, cria uma atmosfera sensorial, enquanto recursos como muxarabi, paredes vazadas e pedra natural favorecem ventilação e conforto térmico.
Rio Grande do Sul
O projeto “Querência Amada” propõe uma leitura contemporânea da identidade gaúcha a partir da ideia de pertencimento como sentimento. Mais do que um lugar físico, a querência é tratada como um abrigo simbólico que acompanha o indivíduo, reunindo memória, afeto e identidade. Inspirado nas paisagens do sul do país e na cultura do encontro, o espaço valoriza a convivência, a permanência e a contemplação como elementos centrais do morar.
A proposta reinterpreta referências do universo campeiro com linguagem atual, apostando em uma materialidade marcada por tons terrosos, madeira, tecidos e texturas naturais. Esses elementos constroem uma atmosfera acolhedora e sensorial, que equilibra rusticidade e sofisticação, tradição e contemporaneidade, traduzindo o espírito do gaúcho em um ambiente pensado para ser vivido.
São Paulo
O projeto "Tão Paulista quanto a Avenida" parte do encontro entre três elementos centrais do território paulista: a cultura caipira, a arquitetura brutalista e a presença da Mata Atlântica. A proposta explora como essas camadas — que vão do modo de vida no interior à força da produção arquitetônica e à paisagem natural — ajudam a construir a identidade cultural e espacial do estado.
Essas referências são articuladas por meio da materialidade, das texturas e da organização do espaço, criando uma atmosfera que aproxima natureza, cultura e construção. O resultado é um ambiente que convida o visitante a perceber como esses elementos se entrelaçam e se manifestam no modo de habitar paulista.
Casa feita em impressora 3D?
Além das casas inspiradas nos estados, a BAB também apresenta ao público um projeto com pilares “impressos” por um robô, inspirados no formato de um galho de bananeira e montados como peças de Lego.
Desenvolvido pelo escritório de arquitetura Superlimão em parceria com a startup Portal 3D e o laboratório Digital Constrution Lab da Universidade de São Paulo (USP), o projeto aposta em uma tecnologia ainda pouco difundida no país: a impressão 3D de concreto em larga escala.
A proposta vai além da estética e apresenta, na prática, novas formas de construir com menos material, mais eficiência e menor dependência de mão de obra.
Como funciona a impressão 3D de concreto
A estrutura da casa é formada por pilares produzidos por um braço robótico usado na indústria automotiva e adaptado para a construção civil. O robô funciona como uma impressora 3D em escala ampliada. Em vez de tinta ou plástico, ele deposita um microconcreto de alta resistência, camada por camada, até formar as paredes.
Cada pilar leva cerca de quatro horas para ser produzido. O processo é feito em etapas, com pausas para garantir o resfriamento do material antes da aplicação das camadas seguintes.
A tecnologia combina equipamentos já conhecidos no canteiro de obras, como bomba e misturador de concreto, com softwares sofisticados e linguagem de programação.
Segundo Mateus Fernandes, fundador da Portal 3D, a adaptação de tecnologias já existentes foi essencial para viabilizar o projeto.
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Gustavo Honório/g1
“Isso aqui é um robô que já é utilizado na indústria automobilística. A gente o adapta para a nossa realidade e usa para depositar concreto camada por camada”, explicou.
Além da precisão, a tecnologia também responde a uma demanda crescente da construção civil: a falta de mão de obra. Com o sistema, duas pessoas conseguem operar o equipamento sem esforço físico intenso.
“A dor do construtor hoje é mão de obra. Está cada vez mais difícil encontrar profissionais para esse tipo de trabalho, que é muito pesado. O robô vem para auxiliar isso”, disse Fernandes.
Biomimética e sustentabilidade
Mais do que uma solução tecnológica, o projeto parte de uma lógica simples: observar como a natureza resolve problemas complexos. Tecnicamente, isso se chama biomimética, ou seja, mimetizar as soluções já criadas pela natureza ao longo de bilhões de anos.
Os pilares foram inspirados no formato do galho da folha da bananeira, uma estrutura leve, mas resistente;
Em vez de tijolos sólidos e pesados, a proposta foi criar peças ocas, com cavidades internas que lembram sistemas naturais como ossos de pássaros, que funcionam como colchões de ar;
Isso tudo ajuda a manter a temperatura interna mais estável, melhorando o isolamento acústico.
Se por fora a casa chama atenção pelo formato, por dentro a lógica é fde economia e eficiência. Ao trabalhar com estruturas ocas e otimizadas, o projeto consegue usar menos concreto sem perder resistência. Isso reduz custos, diminui o impacto ambiental e ainda melhora o desempenho térmico da casa.
“A gente cria uma estrutura extremamente rígida e leve ao mesmo tempo. Ela é oca, então gasta muito menos material do que um pilar tradicional”, explicou Lula Gouveia, do Superlimão. “Se eu gasto menos material, é melhor para o meio ambiente e também mais econômico”, disse Mateus Fernandes.
Inspirada nas palafitas do Norte e nas construções do Sul do Brasil, a casa é feita com madeira de reúso e "flutua" sobre o terreno. Essa elevação garante conforto térmico, proteção natural e permite que a estrutura seja implantada sem ferir ou impermeabilizar o solo.
Além disso, o fechamento do projeto é composto por mantas de lã de PET reciclado e revestimento natural de terra. "O material age como um regulador térmico e de umidade. Em dias úmidos, a parede absorve a umidade; em dias secos, ela a devolve ao ambiente, funcionando como um verdadeiro pulmão natural", informou o escritório Superlimão.
Casa impressa em 3D
Lula Gouveia/Arquivo Pessoal
Casa impressa em 3D
Lula Gouveia/Arquivo Pessoal
Casa impressa em 3D
Lula Gouveia/Arquivo Pessoal
Montagem como um “Lego”
Depois de prontos, os pilares foram içados por guindastes e levados até o Parque Ibirapuera, onde a casa ficará montada durante a Bienal.
O processo foi comparado pelos próprios criadores a um jogo de encaixe: “Uma vez pronto, a gente leva para a Bienal e monta como se fosse um Lego”, explicou Lula Gouveia.
Os seis pilares-paredes funcionam ao mesmo tempo como estrutura e vedação parcial da casa.
Esse modelo segue o conceito de construção off-site, explicou Matheus Fernandes. Nessa dinâmica, os elementos são fabricados fora do canteiro e apenas montados no destino final.
No futuro, a ideia de negócio é dar um passo além e levar o próprio robô até a obra.
Pilar é içado para caminhão
Fabio Borges
Digital Constrution Lab (DCLab) da Universidade de São Paulo (USP)
Gustavo Honório/g1
Como é a casa
A casa também foge do padrão tradicional no formato. Em vez de paredes retas formando um quadrado, o projeto aposta em uma geometria hexagonal, que pode virar pentagonal, dependendo da quantidade de pilares.
Segundo Lula, a forma ajuda a distribuir melhor o espaço, melhora a acústica e cria uma sensação mais acolhedora para quem está dentro. A referência lembra construções já conhecidas, como ocas indígenas ou coretos de interior, mas reinterpretadas com tecnologia.
“O hexágono é o quadrado redondo”, resumiu Gouveia.
Projeto do escritório Superlimão
Reprodução
A casa ficará exposta por cerca de um mês no Ibirapuera. Depois disso, a estrutura não será descartada. A proposta é desmontar e reconstruir o projeto em outro local, permitindo que mais pessoas tenham contato com a tecnologia.
Bienal reúne projetos de todo o Brasil
A casa impressa em 3D é apenas um dos destaques da Bienal de Arquitetura Brasileira, que reúne projetos de todos os estados do país. Segundo o diretor-executivo do evento, Rafael Tristão, a proposta é mostrar que a arquitetura pode ir além do discurso técnico e acadêmico.
“A gente trouxe uma Bienal que vai falar do dia a dia da arquitetura, das soluções que são viáveis, são novas, são práticas e são bonitas também”, disse.
Os trabalhos foram selecionados por meio de um concurso nacional e representam diferentes realidades do país.
No Pavilhão Brasil, cada projeto expressa características regionais e a diversidade dos biomas brasileiros, da Amazônia ao Pampa, do Cerrado à Mata Atlântica, da Caatinga ao Pantanal.
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🔎 Além da BAB, a capital também é casa da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Organizada desde 1973 pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, o evento é um das principais instâncias de debate e atualização da cultura arquitetônica brasileira.
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