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    Cuba sofre novo apagão total; 10 milhões estão sem energia após colapso da rede elétrica

    há 3 meses

    Cubanos caminham por uma rua durante um apagão em Havana, em 25 de janeiro de 2026. YAMIL LAGE / AFP Cuba sofreu um novo apagão total nesta segunda-feira (16). O anúncio foi feito pela Companhia Elétrica Nacional, em meio à intensa crise de desabastecimento enfrentada pelo país devido ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo as primeiras informações, por volta das 16h do horário local - 15h em Brasília -, a rede elétrica entrou em colapso, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia. "Ocorreu uma interrupção total de energia no Sistema Elétrico Nacional. Os protocolos de restabelecimento estão sendo implementados", informou a União Elétrica Cubana na rede social X. Segundo a agência de notícias EFE, esse é o sexto apagão do país em um ano e meio. EUA e Cuba em negociação Presidente de Cuba confirma negociações com os EUA Neste domingo (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os EUA podem em breve chegar a um acordo com Cuba ou tomar outras medidas, sinalizando que avanços na relação historicamente tensa entre os dois países podem ocorrer rapidamente. Os comentários surgem em meio a tensões elevadas entre Washington e Havana após anos de sanções, atritos diplomáticos e disputas sobre migração e segurança, enquanto aliados regionais e investidores observam atentamente qualquer sinal de mudança de política. “Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fazer um acordo ou fazer o que tivermos que fazer. Estamos conversando com Cuba, mas vamos tratar do Irã antes de Cuba”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One. 📱Baixe o app do g1 para ver as notícias tempo real e de graça Na sexta-feira (13), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou que o país iniciou conversas com os Estados Unidos, enquanto a ilha enfrenta uma de suas crises econômicas mais graves em décadas. Ele disse esperar que as negociações afastem os dois rivais históricos “do caminho da confrontação”. “Essas conversas têm como objetivo buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que existem entre as duas nações”, afirmou Díaz-Canel em um vídeo exibido pela televisão estatal. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A crise econômica do país foi agravada por interrupções no fornecimento de petróleo importado, do qual a ilha depende para operar usinas de energia e redes de transporte. A escassez de combustível obrigou as autoridades a impor apagões rotativos em todo o país e limitar alguns serviços públicos. Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações dizendo que Cuba estaria à beira do colapso ou ansiosa para fechar um acordo com os Estados Unidos. Na segunda-feira, ele disse que Cuba pode estar sujeita a uma “tomada amigável”, acrescentando em seguida: “talvez não seja uma tomada amigável”. Apesar do contato renovado, permanecem diferenças significativas entre os dois governos. Autoridades americanas indicaram que qualquer alívio da pressão provavelmente dependerá de concessões políticas e econômicas de Havana, enquanto líderes cubanos insistem que as negociações devem respeitar a independência da ilha.
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