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    Crime da Mala: suspeito de esquartejar mulher não depõe em audiência e cabeça da vítima segue sem ser localizada um ano depois

    16 hours ago

    Crime da mala: RBS TV estreia documentário sobre bastidores da investigação do caso Suspeito de matar, esquartejar o corpo e espalhar os restos mortais de Brasília Costa pela capital gaúcha, Ricardo Jardim optou por não ser interrogado. A terceira e última audiência de instrução do processo que apura a morte de Brasília Costa foi realizada nesta segunda-feira (31) no Foro Central de Porto Alegre. Em agosto do ano passado, uma mala com o tórax da mulher foi deixada no guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre. Outras partes do corpo da vítima foram encontradas em diferentes pontos da capital gaúcha. A cabeça de Brasília Costa ainda não foi localizada. Relembre o caso abaixo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O principal investigado, Ricardo Jardim, de 66 anos, não compareceu à sessão e informou por escrito que não queria se manifestar neste momento. Em 2018, ele foi condenado a 28 anos por matar e concretar a mãe. Preso desde 4 de setembro de 2025, ele é acusado de matar a companheira, com quem mantinha um relacionamento amoroso, desmembrar o corpo e descartar as partes em diferentes pontos da capital gaúcha. Ricardo Jardim, suspeito de esquartejar mulher e colocar corpo em mala, após depoimento Reprodução/ RBS TV Segundo a denúncia, Ricardo e Brasília viviam juntos em uma pensão na Zona Norte da capital. Exames periciais confirmaram, por meio de testes de DNA, que os restos mortais encontrados pertenciam à vítima. Além da acusação de feminicídio no contexto de violência doméstica, com agravantes relacionados à idade da vítima e à dificuldade de defesa, Ricardo Jardim também responde por vilipêndio de cadáver, ocultação de cadáver, falsa identidade, falsificação e uso de documentos falsos, invasão de dispositivo informático e furto. A denúncia foi recebida pela Justiça em 3 de novembro de 2025. Desde então, foram realizadas diligências processuais e outras duas audiências de instrução, em março deste ano. Com o encerramento da fase de instrução, acusação e defesa terão dez dias cada para apresentar as alegações finais por escrito. Depois disso, o processo ficará pronto para a decisão se o réu será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Depoimento de inspetor A audiência desta segunda contou com o depoimento de um inspetor da Polícia Civil responsável pela análise das imagens da pousada onde o casal morava e onde, segundo a investigação, o crime teria ocorrido. O policial foi ouvido por videoconferência após ser indicado pela defesa. Conforme o relato, o último registro de Brasília nas câmeras da pousada foi identificado na manhã de 8 de agosto de 2025, data apontada pelo inquérito como o dia da morte. Relembre o caso Crime da mala: o suspeito Ricardo Jardim e a vítima Brasília Costa Reprodução/Redes Sociais O publicitário Ricardo Jardim, suspeito de matar, esquartejar e esconder as partes do corpo de sua namorada em Porto Alegre foi denunciado pelo Ministério Público do RS (MPRS) por oito crimes, incluindo feminicídio, ocultação de cadáver e falsificação de documentos. A Justiça aceitou a denúncia e o suspeito virou réu. Ria muito e gostava de liberdade: quem era a mulher esquartejada Quem é o publicitário suspeito Jardim havia sido indiciado pela Polícia Civil no fim de outubro por sete crimes. O MPRS acrescentou à denúncia o crime de vilipêndio de cadáver, que consiste no ato de desrespeitar, ultrajar ou menosprezar um corpo morto. O suspeito está preso preventivamente desde setembro de 2025. A investigação teve início depois que o torso do cadáver foi achado dentro de uma mala em um armário da rodoviária da capital em agosto de 2025. Homem deixou mala com o tórax de uma mulher no guarda-volumes da rodoviária de Porto Alegre Divulgação/Polícia Civil O primeiro descarte de partes do corpo ocorreu em 13 de agosto, em um local ermo, sem movimento ou câmeras de segurança, na Zona Leste da capital. Já o segundo ato foi registrado em 20 de agosto, na rodoviária, um espaço de grande circulação e monitoramento. As pernas foram encontradas em dois trechos diferentes da Zona Sul. O suspeito foi identificado a partir de imagens de uma câmera de segurança do estabelecimento comercial. Em certo momento da gravação, ele é visto abaixando a máscara que usava e que aparecia vestindo no vídeo registrado na rodoviária da capital. O velório de Brasília aconteceu somente em janeiro de 2026, no Cemitério Municipal de Jaguarão, no Sul do RS, cidade onde ela morou durante a infância e a juventude. NÃO VALE - Infográfico - Linha do tempo: homem preso após abandonar mala com corpo na rodoviária de Porto Alegre Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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