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    'Corretíssima', diz Nunes sobre decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas

    6 hours ago

    Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, comenta a suspensão da 'Times Square paulistana' por decisão judicial Reprodução/PMSP O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta sexta-feira (29) que considera "corretíssima" a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ao comentar o tema, Nunes defendeu uma postura mais rígida no combate ao crime organizado e elogiou a iniciativa do governo norte-americano. "Acho corretíssima essa decisão do governo americano. Deixando muito claro aqui, sem nenhuma dúvida, na minha opinião. Corretíssimo o governo americano colocar o PCC e o Comando Vermelho como organização terrorista, porque eles são terroristas", afirmou durante entrevista a jornalistas em evento do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE). Agora no g1 O prefeito também criticou o que classificou como tentativas de minimizar a atuação das facções criminosas. "Ninguém aguenta mais essa conversa de ficar passando a mão na cabeça de bandido ou de minimizar os riscos que essas organizações causam às pessoas de bem", disse. O anúncio americano foi feito um dia após o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o parlamentar, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. Ao anunciar a medida, os EUA afirmaram que CV e PCC estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e disseram que os grupos “comandam milhares de integrantes” e são responsáveis por “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis. Elogio a Flávio e crítica ao governo Durante a declaração, Nunes elogiou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que o parlamentar teve "coragem de fazer esse enfrentamento", e criticou a manifestação do governo federal sobre a atuação do senador nos Estados Unidos. "Lamento a nota, um tanto quanto fora do padrão para quem exerce a Presidência da República, com relação a uma ação de um senador eleito que foi legitimamente levar um pleito com relação a esse tema aos Estados Unidos", declarou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou a decisão e afirmou, nesta sexta-feira, que o governo brasileiro pretende combater internamente o crime organizado e que não vai aceitar intervenções internacionais, após o anúncio dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras. Esta foi a primeira vez que Lula comentou o tema. Em discurso durante um evento em Sergipe, o petista defendeu a soberania do país. Ele disse: "Não aceitamos ser tratados como moleques", ou como uma "republiqueta". Minutos antes da fala, o Planalto divulgou uma nota em que reforça as ações do governo no combate ao crime organizado. Afirma que é "deplorável" que "mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil", como já fizeram com o tarifaço.
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