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    Coronel Raiado e tenente-coronel são denunciados por forjar tiroteio e executar piloto do PCC e dois mecânicos

    7 hours ago

    Policiais são denunciados por executar piloto do PCC e dois mecânicos Os dois policiais militares suspeitos de forjar um tiroteio que terminou com a morte de três pessoas foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, o tenente-coronel Edson Luis Souza Melo, conhecido como Coronel Edson Raiado, e o major Renyson Castanheira Silva mataram os três envolvidos com tiros nas costas. Os mortos eram dois mecânicos de aeronave e um suposto piloto do Primeiro Comando da Capital (PCC), informou a polícia. À TV Anhanguera, a defesa de Renyson afirmou que o caso já havia sido investigado e que houve um conclusão de legítima defesa, o que levou o caso a ser arquivado e que a nova denúncia não traz novas provas. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Edson Raiado e não obteve retorno da PM sobre o caso até a última atualização desta reportagem. A denúncia foi realizada na terça-feira (28). Edson Raiado e Renyson estavam lotados no Comando de Operações de Divisas (COD) quando teriam matado o piloto Felipe Ramos Morais, e os mecânicos Nathan Moreira Cavalcante e Paulo Ricardo Pereira Bueno depois de terem recebido uma denúncia anônima de tráfico drogas com o uso de helicópteros em uma chácara entre Goiânia e Abadia de Goiás. Ainda segundo o documento, ao chegarem no local, os militares viram Felipe, Nathan e Paulo próximos de três aeronaves e uma caminhonete. Neste momento, os PMs teriam atirado diversas vezes contra os envolvidos, mesmo sem eles terem reagido. A denúncia afirma que Edson chegou a disparar 12 vezes com uma pistola 9mm, enquanto Renyson disparou três com um fuzil 5.56. De acordo com o Ministério Público, os militares chegaram a afirmar que teria acontecido uma troca de tiros e que os suspeitos estariam de frente no momento dos disparos, mas os laudos de exame cadavérico e pericial apontam que eles foram atingidos pelas costas, com Felipe e Paulo tendo sido atingidos enquanto estavam caídos e rendidos no chão. Cena do crime A denúncia descreve que, após o tiroteio, os militares recolheram 12 capsulas das quinze munições que foram disparadas e movimentaram os corpos com o objetivo de alterar a cena do crime. Ainda segundo a denúncia, a polícia também encontrou armas de fogo, mas elas estavam totalmente carregadas, indicando que não chegaram a serem disparadas, além de terem sido encontradas no banco traseiro da caminhonete, longe dos corpos dos envolvidos. Além disso, o Ministério Público também afirmou que há inconsistência sobre a linha do tempo apresentada pelos militares, já que as investigações apontam que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado com atraso. Edson Luis e Renyson Castanheira foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás por homicídio Reprodução/TV Anhanguera e Wesley Costa/O Popular
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