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    Contratação de segurança após ataque com mortos em creche de Blumenau é alvo de operação

    1 month ago

    Ânderson Silva comenta operação sobre contratos após ataque a creche em Blumenau O Gaeco deflagrou, nesta quinta-feira (7), uma operação para desarticular um esquema envolvendo servidores públicos e um empresário em Santa Catarina. Um dos principais focos da investigação é a dispensa de licitação para a contratação emergencial de serviços de vigilância em unidades escolares de Blumenau, no Vale do Itajaí, após o ataque à creche da cidade que deixou mortos. Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão nos municípios de Blumenau, Florianópolis e Itajaí. A operação dá apoio à investigação conduzida pela 14ª Promotoria de Justiça de Blumenau. O g1 procurou o município de Blumenau nesta manhã e aguardava retorno até a última atualização do texto. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp O ataque na unidade aconteceu em 5 de abril de 2023. Quatro crianças foram mortas e cinco ficaram feridas na creche Cantinho Bom Pastor. Segundo o Ministério Público (MP), o valor global do serviço ultrapassou R$ 9 milhões. Em nota, o Gaeco afirmou que as condutas investigadas indicam uma "organização criminosa estruturada voltada ao desvio sistemático de recursos públicos da prefeitura municipal de Blumenau, mediante fraudes em procedimentos licitatórios, corrupção e lavagem de capitais, envolvendo agentes públicos, empresários e operadores financeiros". Esta é a segunda operação do Gaeco na prefeitura de Blumenau nesta quinta e a terceira em menos de dois dias. Durante a manhã, um suposto esquema de fraude na merenda escolar foi alvo dos agentes. Já na quarta (6), o órgão deflagrou uma ação para aourar corrupção nas obras dos terminais do município. Contratação de segurança após ataque com mortos em creche de Blumenau é alvo de operação Gaeco/Divulgação Para o Gaeco, as provas indicam que informações sigilosas de propostas concorrentes teriam sido indevidamente compartilhadas, "permitindo que a empresa posteriormente contratada apresentasse proposta com desconto mínimo estrategicamente calculado, sagrando-se vencedora do certame emergencial". Além do contrato sobre a segurança armada e desarmada nas unidades escolares, a Operação Sentinela apura supostas irregularidades envolvendo a limpeza urbana e serviços especializados. A investigação compreende o período entre os anos de 2021 e 2024. As apurações identificaram a existência e o funcionamento de um sofisticado esquema de corrupção, baseado no direcionamento de licitações e na posterior devolução ilícita de valores pagos pela administração pública. Parte dos contratos refere-se à prestação de serviços continuados e emergenciais. "Entre os anos de 2021 e 2024, empresas integrantes do grupo investigado receberam milhões em recursos públicos municipais, concentrando contratos de elevado valor em prejuízo da competitividade dos certames", disse o Gaeco nesta manhã. Como funcionava o esquema Confirme o MP, o esquema consistia na manipulação de licitações, com ajuste prévio de preços, exclusão indevida de concorrentes e restrição ao caráter competitivo. Após a formalização dos contratos, parte dos valores pagos retornaria de forma ilícita aos articuladores do esquema. Para ocultar e dissimular o dinheiro, os investigados usavam notas fiscais simuladas, depósitos bancários fracionados e pessoas físicas e jurídicas interpostas. Algumas eram ligadas ao setor de combustíveis. "Conforme indicam mensagens e documentos analisados, os valores eram posteriormente convertidos em dinheiro em espécie, e então entregues fisicamente a agentes públicos e intermediários políticos", disse o órgão em nota. 🫡 A operação foi batizada de 'Sentinela' por evidenciar, de forma simbólica segundo o Gaeco, a contradição entre a finalidade legítima do contrato que trata da proteção da cidade, e as condutas ilícitas apuradas na investigação. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
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