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    Conheça menina que nasceu sem parte das pernas e chama atenção pela dedicação ao karatê no RS

    12 hours ago

    Menina nasceu com ausência parcial dos membros inferiores e é dedicada no karatê Quando Laira Soares da Silva veio ao mundo, há 10 anos, a surpresa foi imediata. A mãe, Roselaine Soares, só descobriu a condição da filha no momento do parto: "O médico mostrou primeiro as pernas dela, e ficamos em estado de choque", lembra. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Com o passar do tempo, a apreensão pela ausência parcial dos membros inferiores deu lugar a aprendizados. Entre as maiores preocupações da família de Alto Alegre, no Noroeste do RS, estava o início da vida escolar, mas a realidade seguiu outro caminho. Hoje, a rotina de Laira é descrita pela mãe como comum: ela assiste a desenhos, brinca e leva uma vida ativa. "Uma criança forte e feliz", resume Roselaine. Foi na escola que Laira teve contato com o karatê. A atividade surgiu dentro de um projeto educacional e passou a fazer parte do dia a dia da estudante, com treinos semanais ao lado dos colegas. Para Laira, a prática vai além da atividade física. O karatê, segundo ela, representa "alegria e diversão". Dedicação no karatê Laira Soares da Silva nasceu com ausência parcial dos membros inferiores Arquivo pessoal O projeto esportivo, desenvolvido no município de Alto Alegre começou a partir da iniciativa de uma mãe e educadora, que levou a proposta à prefeitura após conhecer os benefícios da arte marcial para crianças e adolescentes. A ideia foi acolhida pela Secretaria de Educação e Cultura e saiu do papel em agosto de 2025. Atualmente, a iniciativa atende alunos da rede pública e da educação infantil. Entre os participantes, Laira chama atenção pelo empenho. Mesmo com a deficiência física, a menina se destaca pela dedicação nas aulas. Segundo a mãe de Laira, não foi necessária nenhuma adaptação para a participação dela nas aulas. O projeto de Alto Alegre informa que um dos principais desafios da menina ainda é o equilíbrio, além do desconforto causado pelo contato direto com o tatame. A convivência com a filha também transformou Roselaine: "Descobri que sou mais forte do que imaginava. Aprendi muito com ela, principalmente a não desistir dos nossos sonhos", destaca a mãe. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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