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    Conheça a história da mãe que aprendeu a fazer diálise e doou rim para salvar a filha em MG: ‘Senti que a doadora seria eu’

    14 hours ago

    Decisão pela vida: Brasil bate recorde de transplantes e reforça importância da doação O amor materno é frequentemente descrito como um instinto capaz de enfrentar o impossível. Para Anne Dias Esteves, de Juiz de Fora, esse conceito se tornou uma jornada de sete anos de superação. Ao ver a saúde da filha, Priscilla, debilitada por uma doença renal, Anne aprendeu todos os cuidados necessários para auxiliar no tratamento domiciliar e doou o próprio rim para salvar a vida da jovem. Em 2026, a cirurgia que uniu ainda mais as duas completa sete anos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp “Com muita fé, muito amor e muitas bênçãos, aconteceu exatamente como planejei”, relembra Anne, que hoje usa sua voz para incentivar a doação de órgãos. De mãe a cuidadora Priscilla e mãe durante tratamento Arquivo Pessoal A trajetória de Anne mudou drasticamente quando a filha recebeu, aos 24 anos, o diagnóstico de nefropatia por IgA. O impacto inicial foi devastador, mas a paralisia do medo deu lugar à ação imediata. 🔎 A nefropatia por IgA, também conhecida como doença de Berger, é caracterizada pelo depósito de anticorpos IgA nos rins, que causam inflamação e comprometimento da função renal. Em casos graves, pode evoluir para a insuficiência renal, exigindo diálise ou transplante. “No primeiro dia, fiquei sem chão. A gente nunca imagina que uma coisa assim vai acontecer com um filho”, desabafa. Quando os medicamentos não funcionaram e a diálise tornou-se inevitável, Anne não aceitou que a filha vivesse presa a uma rotina hospitalar e buscou treinamento no Hospital Universitário da UFJF para aprender a realizar a diálise peritoneal sozinha. Transformou o ambiente doméstico para que a filha tivesse dignidade e conforto durante o tratamento. 🔎 A diálise peritoneal é uma terapia renal substitutiva feita em casa, que utiliza o peritônio — membrana localizada no abdômen — para filtrar o sangue. A força da intuição Mãe e filhas indo para transplante em Juiz de Fora em MG Arquivo Pessoal Enquanto operava as máquinas que mantinham a filha estável, Anne iniciou os exames para descobrir se poderia doar um rim. “Muita gente falava que eu talvez não fosse compatível, perguntavam se outra pessoa não queria fazer os testes. Mas eu nunca duvidei. Desde o início, sentia que seria a doadora dela”, recorda a mãe. A confirmação de que Anne poderia, de fato, dar parte de si para a filha chegou em um momento simbólico. O resultado positivo saiu no dia 27 de maio, véspera do aniversário de Priscilla. Em um gesto de delicadeza, Anne guardou a notícia por 24 horas. No dia seguinte, entregou uma carta avisando que a busca pelo doador havia terminado dentro da própria casa. “No dia 28, eu entreguei uma cartinha contando que ela tinha acabado de ganhar um rim.” 'Doar também cura' Mãe e filha após cirurgia que completou sete anos em 2026. Arquivo Pessoal Hoje, aos 50 anos, Anne olha para a cicatriz do transplante não como uma marca de dor, mas como um selo de gratidão. O sucesso da cirurgia e a recuperação da filha a levaram a escrever um livro para acolher outras famílias. Para ela, o gesto de doar não foi apenas um sacrifício pela filha, mas uma forma de cura para si mesma. “Minha forma de agradecer é compartilhando essa história. Eu descobri que doar também cura a gente”, finaliza. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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