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    Composição dos partidos na Câmara dos Deputados muda depois do fim da janela partidária

    há 2 meses

    Composição dos partidos na Câmara dos Deputados muda depois do fim da janela partidária Jornal Nacional/ Reprodução A composição dos partidos na Câmara dos Deputados mudou depois do fim da janela partidária - período previsto na lei para políticos trocarem de legenda. A janela vale para os deputados federais, estaduais e distritais, eé sempre nos anos eleitorais. Seis meses antes das eleições, os deputados têm 30 dias para trocar de partido sem perder o mandato. O levantamento, dos próprios partidos, mostra como a Câmara dos Deputados chega para as eleições de outubro de 2026. O PL ganhou nove deputados e segue como a maior bancada da Casa: 96. O PT manteve o mesmo número de deputados e continua com a segunda maior bancada, com 67. O União Brasil perdeu oito deputados. Tem agora 51, e segue como terceira bancada. O PSD recebeu dois novos deputados e passou a ser a quarta maior bancada da Câmara, com 49. Já o Progressistas perdeu dois e ficou com 47 deputados. O Republicanos ficou com 43 deputados, após perder dois parlamentares. O MDB perdeu um. E o Podemos foi quem mais ganhou novos deputados: 11. A bancada chegou a 27. Com todas as movimentações durante a janela partidária, a nova configuração da Câmara, com base nos números divulgados pelos partidos, ficou assim: com os 513 deputados divididos em 20 partidos. Todas essas mudanças, que logo vamos ver no plenário, têm uma estratégia: os deputados procuram partidos que possam ampliar as chances para uma reeleição. E aí alianças regionais, o tempo de TV e as legendas com um fundo eleitoral maior atraem mais. “Isso tanto pode se dever ao fato de que partidos, por exemplo, dispõem de mais recursos do fundo eleitoral e até mesmo do fundo partidário do que outros, e aí aquele parlamentar que muda de partido e concorre à reeleição sabe que vai poder ter mais dinheiro para fazer a sua campanha. Seja, às vezes, por questões de caráter regional, porque ele pode ter perdido espaço dentro do seu partido, ou tem uma oportunidade de uma aproximação com certas lideranças, de uma aliança dentro do seu estado com uma outra agremiação, com outro grupo político, o que exige uma mudança de legenda nesse período que antecede as eleições", diz Claudio Couto, professor da FGV EAESP. LEIA TAMBÉM Janela partidária: Podemos e PL saem vencedores; PDT e União perdem parte da bancada Saldo da janela partidária gera 'climão' entre União Brasil e PL
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