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    Como resposta a medida americana, governo brasileiro deve reforçar discurso de temor de intervenção

    10 hours ago

    Impacto eleitoral da decisão dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho O governo brasileiro deve reforçar o discurso de soberania e de temor de uma intervenção após a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Reuniões estão marcadas nesta sexta-feira (29) para discutir a posição oficial do governo e como será a reação à medida americana. Integrantes do governo avaliam se haverá uma manifestação pública do presidente Lula ou do Palácio do Planalto. Segundo apurou o blog, pesquisas internas realizadas em abril mostraram que os brasileiros reconhecem a segurança pública como uma prioridade absoluta, mas também enxergam decisões americanas sobre temas brasileiros como uma interferência em assuntos internos. A avaliação dentro do governo é que há espaço para explorar esse sentimento. A aposta é reforçar a mensagem de que "o Brasil resolve os problemas do Brasil" para reduzir eventuais desgastes provocados pela medida anunciada pelos Estados Unidos. A pesquisa qualitativa mostrou ainda uma forte desconfiança em relação às intenções do presidente americano, Donald Trump. Segundo os relatos colhidos, muitos entrevistados associam um eventual interesse dos Estados Unidos a riquezas estratégicas brasileiras, como a Amazônia, a água e as chamadas terras raras. Entre moradores de comunidades, surgiram inclusive temores de que uma escalada de ações americanas contra facções criminosas pudesse atingir a população civil. Em um dos relatos registrados na pesquisa, um participante resumiu a preocupação: "vai morrer inocente". Já do lado bolsonarista, eles sabem que a decisão americana vai forçar o governo brasileiro a se posicionar. Flávio Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos em meio a uma crise armada e voltou com dois trunfos políticos na bagagem: a foto ao lado de Donald Trump e a decisão do governo americano sobre o PCC e o Comando Vermelho. Para aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, os dois episódios podem ser usados como ativos eleitorais.
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