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    Com mais de 10 horas de julgamento, prefeita de Itapeva tem mandato cassado

    2 months ago

    Adriana Duch Machado (MDB) estava à frente da administração pública desde 1º de janeiro de 2025 Reprodução/Câmara Municipal de Itapeva A prefeita de Itapeva, Adriana Duch Machado (MDB), teve o mandato cassado após mais de dez horas de julgamento nesta quinta-feira (23). Segundo a Câmara Municipal, os vereadores condenaram a ex-prefeita por cinco infrações político administrativas. O vice-prefeito Geneci Neves (PSD) assume o Poder Executivo. O julgamento começou na quarta-feira (22) e finalizou somente na madrugada desta quinta-feira, onde foi definida a cassação. As 11 acusações compreendiam atos supostamente cometidos por Adriana, responsabilizada por cinco delas. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Os atos votados (e aprovados) pela Câmara foram: Deixar de pagar emendas impositivas aprovadas pela assembleia no orçamento de 2025; Realizar dispensas de licitações de forma irregular; Utilizar de forma abusiva do instituto de reconhecimento de dívidas; Deixar de cumprir a Lei de Saúde (Lei Municipal n.º 5280/2025); Praticar condutas com desprezo pela legalidade, moralidade administrativa e sistema de freios e contrapesos. Conforme a casa legislativa, a decisão não tira os direitos políticos ou tem caráter penal. Ou seja, Adriana não fica inelegível, não perde seus direitos políticos e não será presa. Essa é a segunda vez que Itapeva vive uma interrupção de mandato em quase seis anos. De 11 acusações, a ex-prefeita de Itapeva foi responsabilizada por cinco e absolvida de seis Reprodução/TV Câmara Itapeva Ainda segundo a Câmara, para que a cassação fosse aprovada, qualquer uma das acusações precisaria somar dez votos favoráveis dos 15 vereadores. Confira abaixo quem votou a favor para cinco: Áurea Rosa (PP); Roberto Comeron (PP); Lucinha Woolck (MDB); Marcelo Poli (PL); Marinho Nishiyama (Novo); Tarzan (PP); Ronaldo Coquinho (PL); Thiago Leitão (PL); Val Santos (PP); Vanderlei Pacheco (Avante). O vereador Júnior Guari (Republicanos) votou pela cassação em dois quesitos e pela absolvição em três. Os vereadores Gleyce Dornelas (Novo), Júlio Ataíde (PL), Robson Leite (União) e Margarido (PP) votaram pela absolvição em todos os cinco. A Câmara informou que a ex-prefeita foi absolvida de seis acusações, sendo elas: Utilizar indevidamente recursos da educação para custeio do Tarifa Zero; Locar imóvel para acomodar o programa Bolsa Família e deixar de rescindir o contrato sem utilizar o imóvel; Doar armas da Guarda Civil ao Município de Apiaí sem observar as formalidades legais; Desatender a requerimentos da Câmara Municipal; Deixar de cumprir o Código de Proteção Animal; Dar isenções indevidas de IPTU e TSU a imóveis nos bairros Vila Santa Maria, Vila São Francisco e Vila Presépio. Adriana Duch Machado estava à frente da administração pública desde 1º de janeiro de 2025. Ela foi eleita no ano anterior, com 19.956 votos, 41,18% dos votos válidos (dados a todos os candidatos). O vice-prefeito assume o Poder Executivo, com mandato que vai até dezembro de 2028. A posse deve ser realizada às 9h desta quinta-feira, no Plenário da Câmara. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relembre o processo O processo iniciou em 2 de fevereiro, quando o plenário da Câmara aprovou a abertura da investigação. Conforme a Câmara Municipal de Itapeva, ao longo da apuração, foram realizadas 16 reuniões, sendo oito ordinárias e oito extraordinárias, e 13 oitivas, incluindo o depoimento da prefeita. A comissão também analisou documentos, encaminhados tanto pela defesa quanto solicitados durante a investigação. Segundo a Câmara, os advogados da prefeita tiveram acesso integral aos trabalhos. O relatório final foi elaborado pelo relator Marinho Nishiyama (Novo), que afastou parte das acusações, mas concluiu pela existência de irregularidades que, em seu entendimento, justificam a cassação do mandato. A vereadora Val Santos (PP) acompanhou o voto do relator. Já o presidente da Comissão Processante, Júlio Ataíde (PL), apresentou voto divergente, por entender que não há provas suficientes para a cassação. Ele defendeu a improcedência da denúncia. A prefeita de Itapeva teve o mandato cassado após julgamento nesta quinta-feira (23) Reprodução/TSE Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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