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    Com a liquidação da Reag, como ficam os clientes dos fundos de investimento? Entenda

    12 hours ago

    'Um ponto importante da liquidação é o motivo dela', diz Alex Ribeiro sobre liquidação da Reag O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Investimentos. Com a decisão, todas as operações da gestora foram encerradas de imediato. A medida atinge a instituição, mas não os fundos em si — que permanecem ativos, mas precisarão buscar novas instituições para assumir sua administração. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça A empresa é investigada na Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master. A Reag teria atuado na estruturação e administração de fundos suspeitos de movimentar recursos de forma atípica, inflar resultados e ocultar riscos, com indícios de fraude e lavagem de dinheiro. A Reag também foi uma das empresas investigadas na megaoperação Carbono Oculto, deflagrada contra o PCC em oito estados. Nesse caso, a empresa é acusada de gerir fundos de investimentos utilizados pela facção para lavagem de dinheiro. Segundo o BC, a Reag Investimentos descumpriu “regras legais e prudenciais exigidas pelo regulador, o que comprometeu a sua capacidade de operar de forma segura e conforme a lei”. O g1 conversou com o economista do Ínsper Alexandre Chaia para entender, a partir desse novo desdobramento do caso, como ficam os fundos administrados pela Reag e os clientes com dinheiro investido. Os fundos administrados pela Reag serão encerrados? Não. Com a decretação da liquidação da administradora pelo Banco Central, os fundos ligados à Reag não foram encerrados. A Reag atua como gestora e administradora de mais de 80 fundos de investimento. A medida do BC atinge a instituição responsável pela administração, e não os fundos em si, que permanecem ativos no mercado. O que acontecem com as carteiras? Elas continuam existindo, mas deixam de ser administradas pela Reag. Agora, cabe aos gestores dos fundos ou aos investidores indicarem ao Banco Central (BC) uma nova administradora para os fundos de investimento. O que acontece se ninguém aceitar administrar os fundos de investimentos? Caso nenhuma nova administradora aceite administrar os fundos até então sob gestão da Reag, o BC irá decretar a liquidação desses fundos. Caso isso realmente aconteça, os clientes receberão exatamente o que aquele fundo vale no momento. Por exemplo, se um cliente investiu R$ 1.000,00 em um fundo da sua escolha e no momento que o BC liquidar esse fundo ele estiver valendo R$ 1.100,00, o cliente receberá mais do que investiu. Se desde que ela fez aquela aplicação financeira houve desvalorização e agora o fundo vale R$ 500,00, a pessoa irá receber metade do que investiu. Com a liquidação, o cliente pode retirar o dinheiro investido? Não. Agora que o Banco Central decretou a liquidação da Reag, todas as operações estão paralisadas, aguardando avaliação do BC. Há um prazo para o gestor do fundo indicar um novo administrador? Não. Conforme o economista do Ínsper, o ideal é que essa indicação aconteça o mais breve possível para retomar as operações, mas, na prática, não há uma regra definindo um prazo específico. Reag Investimentos A Reag Investimentos atua como gestora e administradora de mais de 80 fundos de investimento, que agora precisarão ser geridos por outras empresas. Além da gestão de ativos (Asset Management), a empresa também atuava na administração de patrimônio de pessoas físicas (Wealth Management). A empresa é controlada pelo Grupo Reag, que também gerencia empresas como a Reag Capital Holding e a Companhia Brasileira de Serviços Financeiros (CIABRASF), cada uma com operações e naturezas distintas. Essas outras empresas não são afetadas pela liquidação. Em nota, BC afirma que “a decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN [Sistema Financeiro Nacional]”. A autoridade monetária diz ainda que a instituição se enquadra no segmento S4 da regulação prudencial, e representa menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional (SFN). 🔎 Na prática, isso significa que eventuais problemas nessas instituições não representam risco relevante para o Sistema Financeiro Nacional, razão pela qual elas seguem regras regulatórias mais simples do que as aplicadas aos grandes bancos. O segmento reúne instituições financeiras de pequeno porte, com participação muito reduzida no mercado e baixo impacto para a estabilidade do sistema financeiro. Reag Investimentos Divulgação
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