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    Com 100 casos confirmados e uma morte, maior aldeia de MS está em alerta para epidemia de chikungunya

    3 months ago

    Pneus e outros itens são encotrados em aldeia e favorecem disseminação do mosquito Aedes aegypti. Reprodução/TV Morena Dourados (MS) está em alerta para uma possível epidemia de chikungunya na Reserva Indígena, onde vivem cerca de 20 mil indígenas guarani-kaiowá. Quase 100 casos da doença foram confirmados nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que fazem parte da Reserva, considerada a maior de Mato Grosso do Sul, com 3,5 mil hectares. Conforme a prefeitura, o município registra 515 notificações de chikungunya. O cenário ficou mais grave após a morte de uma mulher de 69 anos, moradora da aldeia Jaguapirú. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela tinha diabetes e hipertensão. Os primeiros sintomas apareceram em 13 de fevereiro, e a morte foi registrada no dia 26. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O aumento rápido de casos levou a uma reunião, nesta sexta-feira (6), entre a Secretaria Municipal de Saúde, representantes de instituições indígenas e médicos que atuam nas aldeias para definir novas estratégias de controle. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O Hospital da Missão Evangélica Caiuá atende, em média, 130 pessoas por dia, a maioria com febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça e náuseas. ➡️A chikungunya, a zika e a dengue são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. No caso da zika, a transmissão também ocorre de mãe para filho durante a gravidez e por via sexual. A dengue e a febre amarela são passadas apenas por meio dos mosquitos. No caso da chikungunya, possíveis outras formas de transmissão ainda são investigadas. Fallta de água agrava situação O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) afirma que a falta de uma rede regular de abastecimento de água agrava a situação, já que muitas casas dependem de caminhões‑pipa e usam reservatórios que podem virar criadouros do mosquito. A Prefeitura de Dourados diz que o controle de endemias dentro da aldeia é responsabilidade do governo federal, mas afirma ter realizado bloqueio químico com inseticida na região. LEIA TAMBÉM Sede e espera: o drama da falta de água para famílias indígenas em uma das maiores reservas do Brasil O que dizem órgãos da Saúde A Secretaria Especial de Saúde Indígena informou que instalou armadilhas para o mosquito e faz um levantamento detalhado dos casos para elaborar um plano de ação. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) afirma que as medidas estão sendo executadas de forma integrada entre o município de Dourados, o Distrito Sanitário Especial Indígena e o governo estadual. Entre as ações pactuadas estão capacitação de agentes indígenas de saúde, mutirões de limpeza, bloqueios químico e mecânico nas aldeias Bororó e Jaguapirú e reforço na notificação e no monitoramento de casos. Com o avanço da doença, o governo do Estado, as prefeituras de Dourados e Itaporã e a Saúde Indígena montaram uma força‑tarefa. Na segunda-feira (9), será realizado um mutirão para eliminar possíveis criadouros do mosquito. Reserva Indígena de Dourados é a maior de Mato Grosso do Sul e tem quase 20 mil indígenas guarani-kaiowá. Reprodução/TV Morena Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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