Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Cláudio Castro: de vice de Witzel a governador que renunciou antes de ser cassado, veja a trajetória do pré-candidato ao Senado alvo da PF

    13 hours ago

    Cláudio Castro é alvo de operação da Polícia Federal O ex-governador Cláudio Castro, alvo de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (15) pela Polícia Federal, ocupou o Governo do Estado do Rio de Janeiro de 2021 até renunciar ao cargo, no dia 23 de março deste ano. O ex-governador nasceu em Santos, no litoral do Estado de São Paulo. Veio morar no Rio de Janeiro ainda criança. É casado com a publicitária Analine Castro e Silva e pai de dois filhos. Castro é formado em Direito pela extinta UniverCidade. Além da carreira política, também é músico e evangelizador católico. O ex-governador Cláudio Castro (PL) no dia que renunciou ao cargo Fernando Frazão/Agência Brasil A trajetória política de Cláudio Castro começou em 2004, quando foi chefe de gabinete do vereador Márcio Pacheco (PSC), com quem seguiu para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) até 2016. Foi ainda assessor especial da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência. Em 2013, trabalhou na Câmara dos Deputados, em Brasília. Em 2016, Cláudio Castro foi eleito vereador no Rio de Janeiro pelo PSC e compôs a Mesa Diretora da Câmara Municipal na função de 2° Secretário. Vice de Witzel Cláudio Castro em sessão de fevereiro de 2018 no Parlamento Municipal do Rio Renan Olaz/Câmara Municipal/Divulgação Em 2018, Castro foi eleito vice-governador na chapa de Wilson Witzel (PSC). Ele assumiu o cargo interinamente em agosto de 2020, com o afastamento do então governador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Witzel sofreu impeachment pouco depois de um ano, acusado de crimes de responsabilidade na gestão de contratados na área da Saúde durante a pandemia. Castro, então, tomou posse como governador em 1º de maio de 2021. Nas eleições de 2022, Cláudio Castro foi reeleito governador do estado em primeiro turno, com quase 60% dos votos, se tornando o 64º mandatário do Palácio Guanabara. “Quero agradecer de coração a confiança e a esperança que milhões de fluminenses depositaram hoje no meu nome. Hoje o povo do Rio de Janeiro mostrou, com o seu voto, que aprova o caminho que nós estamos trilhando”, postou Castro nas redes sociais no dia que foi reeleito. Lockdown e operações Governador Claudio Castro toma a primeira dose da vacina contra a Covid Cristina Boeckel / G1 Castro assumiu como governador em exercício em plena pandemia. Sempre se posicionou contra o lockdown para conter a disseminação Covid. Chegou a se envolver em discussões com prefeitos que anunciaram medidas mais restritivas no feriado prolongado entre o fim de março e o início de maio de 2021. Ainda assim, Cláudio Castro fez questão de tornar pública a vacinação contra a primeira dose contra a Covid no dia 6 de julho de 2021 em um quartel do Corpo de Bombeiros em Copacabana. O governo de Cláudio Castro no Rio de Janeiro também foi marcado por operações que resultavam em muitos mortos. No mesmo mês que assumiu o cargo, uma operação na comunidade de Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, resultou em 28 mortes, sendo uma delas de um policial civil. Operações letais Cláudio Castro afirma que megaoperação policial no Rio foi um "sucesso" Em maio de 2022, uma outra operação, na Vila Cruzeiro, também na Zona Norte da cidade, terminou com 23 mortes. Uma operação nos complexos da Penha e do Alemão, contra criminosos do Comando Vermelho, terminou com 122 mortos em outubro do ano passado. É a operação mais letal da história das forças de segurança do Rio de Janeiro. Segundo o Governo do Estado, foram mortos 117 suspeitos e 5 policiais que foram baleados e acabaram morrendo. Entre os mortos estariam chefes do crime organizado em outros estados que estavam escondidos nas comunidades. Na época, Castro definiu a operação como um "sucesso", mesmo com a alta letalidade. "Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais", afirmou Castro em outubro de 2025. Saída do cargo Cláudio Castro e Thiago Pampolha Reprodução/TV Globo Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio de Janeiro no dia 23 de março, um dia antes do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível. Ele anunciou a saída no Palácio Guanabara na companhia de secretários, deputados e outros aliados. “Hoje, eu encerro o meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Muitas coisas foram feitas. Outras, também, talvez, em um processo de reflexão, de análise, poderíamos ter feito. Mas eu não tenho dúvidas que fica um tempo de gratidão” Ele deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado, nas eleições que acontecerão este ano. O TSE exige que o candidato se afaste do cargo pelo menos seis meses antes das eleições. A decisão que tornou Castro inelegível foi por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Mesmo com a renúncia no dia anterior, o caso seguiu na Corte Eleitoral. O placar foi de 5 votos a 2 a favor da inelegebilidade. Votaram a favor as ministras Estela Aranha, Isabel Gallotti, Cármen Lúcia e os ministros Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira. O ministro Nunes Marques votou contra a condenação. Após a condenação, Castro afirmou que recebeu a decisão com "grande inconformismo" e que possui "plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população". Ricardo Couto e Cláudio Castro Bruno Dantas/TJRJ e Fernando Frazão/Agência Brasil Castro recorreu da decisão. No lugar do governador eleito, assumiu o cargo o desembargador Ricardo Couto, de 61 anos, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). Couto assumiu o cargo porque o estado não possui vice-governador. Thiago Pampolha, que seria o segundo na linha de sucessão, renunciou para ir para o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). O nome seguinte na linha sucessória seria o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, que está afastado por decisão do STF. Ele também recorreu da decisão do TSE.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    PF cumpre mandado em Jundiaí durante operação contra supostas fraudes fiscais na Refit
    Artigo Seguinte
    Tenente da Polícia Militar morre no hospital, aos 55 anos, após sofrer acidente de moto no Piauí

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário