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    Chuck Norris defendeu conservadores, apoiou Trump e convocou evangélicos a votar contra Obama

    há 2 meses

    Chuck Norris e sua esposa Gena em vídeo divulgado em 2016 chamando os evangélicos dos EUA às urnas Reprodução/Youtube Chuck Norris, que morreu nesta sexta-feira (20) aos 86 anos, construiu ao longo das décadas uma imagem pública associada a valores conservadores nos Estados Unidos. Republicano declarado, ele passou a se envolver mais diretamente no debate político a partir dos anos 2000, escrevendo artigos e se posicionando sobre temas como religião, patriotismo e direito ao porte de armas. Ele apoiou candidatos do Partido Republicano, participou de campanhas eleitorais e fez doações políticas. Em 2012, ele convocou evangélicos dos EUA a votar contra Barack Obama. Na eleição de 2016, ele entrou no debate nacional ao declarar apoio a Donald Trump, então candidato republicano ainda improvável à Casa Branca. A imagem de herói patriótico construída em seus filmes e séries dialoga com valores que ganharam força no eleitorado republicano e foram explorados por Trump, consolidando Norris como uma figura simbólica nesse campo ideológico. Chuck Norris morre aos 86 anos Em textos e declarações, Norris elogiou o perfil outsider do empresário e sua disposição de enfrentar o establishment político, incentivando eleitores conservadores a considerá-lo como opção. O endosso colocou Norris entre as celebridades alinhadas ao trumpismo, ainda que sua participação política tenha sido mais discreta do que em campanhas anteriores. Ele não entrou diretamente na campanha de forma intensa e, anos depois, evitou posicionamentos frequentes sobre o tema — inclusive não declarou apoio público a um candidato na eleição de 2020. Mesmo assim, sua trajetória ajuda a explicar a ligação entre parte da cultura pop americana e o conservadorismo político. O ator Chuck Norris em cena do filme 'McQuade, o lobo solitário' (1983) Divulgação
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