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    ‘Cela especial, formado, tô de boa’, disse homem acusado de golpes em app de namoro ao ser cobrado por mulher

    há 15 horas

    Homem acusado de golpes em aplicativo de namoro debochava de cobranças de vítima O homem de Sertãozinho (SP) acusado por mulheres de golpes em aplicativos de namoro disse, em um áudio enviado a uma delas, que não vai ser preso porque é “formado” e que, se for, terá direito a “cela especial”. Segundo a mulher, ele debochava quando era cobrado. “Ele deu risada na minha cara”, conta. O homem é Fernando Vasco Fernandes, de 38 anos. Segundo as mulheres, ele pedia dinheiro emprestado com justificativas como roubos e contas bancárias bloqueadas, prometia devolver e não pagava. Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Fernando Vasco Fernandes, de Sertãozinho (SP), denunciado por suposto golpe contra mulheres Arquivo pessoal Fernando não foi localizado. A EPTV, afiliada da TV Globo, esteve em um endereço ligado a ele em Sertãozinho, mas ele não foi encontrado. Nenhum advogado que o represente foi localizado até a última atualização desta reportagem. Na ação de indenização, ele foi citado e não apresentou defesa no prazo, segundo o andamento do processo. O benefício citado por ele não existe mais. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a prisão especial para quem tem curso superior é incompatível com a Constituição. O áudio foi enviado a uma mulher da região de Marília (SP), com quem Fernando se relacionou em 2024. A gravação faz parte da investigação do caso e das provas da ação em que ela pede indenização a ele. Em abril deste ano, ao negar um pedido para bloquear os bens de Fernando, o juiz da 1ª Vara de Pompeia (SP) escreveu que os prints, os áudios e o boletim de ocorrência apresentados pela mulher dão “verossimilhança” às alegações, ou seja, tornam a versão dela plausível. A ação ainda não foi julgada. Fernando Vasco Fernandes, de Sertãozinho (SP), denunciado por suposto golpe contra mulheres Arquivo pessoal Segundo a mulher, quando era cobrado, ele também dizia que o dinheiro não tinha sido emprestado, e sim dado por ela porque quis. Ela conta ainda que ele se apresentava como engenheiro agrônomo, mas diz acreditar que ele não concluiu a faculdade. A formação de Fernando não foi confirmada pela reportagem. LEIA TAMBÉM ‘Ele era um amor’, diz mulher que perdeu R$ 30 mil em suposto golpe após conhecer engenheiro em aplicativo de namoro Mulher conhece engenheiro em aplicativo de namoro e diz ter perdido R$ 26 mil em golpe Diploma ainda garante cela especial? Não. Até 2023, o Código de Processo Penal (CPP) previa prisão especial para “diplomados por qualquer das faculdades superiores da República”. 🔍 Prisão especial: recolhimento em local separado dos demais presos. Vale só enquanto a pessoa não tem condenação definitiva, ou seja, durante prisões temporárias ou preventivas. Em março de 2023, o STF julgou uma ação apresentada em 2015 pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e decidiu que esse trecho da lei não vale mais, por ser incompatível com a Constituição. O julgamento terminou no dia 31 daquele mês, em sessão virtual. O relator, ministro Alexandre de Moraes, classificou o benefício como “uma medida discriminatória, que promove a categorização de presos”. Para ele, a regra favorecia quem já é socialmente privilegiado. A decisão tratou apenas do critério do diploma. Os ministros ressalvaram que a lei continua permitindo separar presos por outros motivos, como idade, sexo e natureza do crime, e manter presos provisórios longe dos já condenados. Em troca de mensagens, engenheiro pede que seja deixado em paz ao ser cobrado por pagamento de iPhone Sertãozinho, SP Reprodução/EPTV Entenda o caso Fernando é acusado por mulheres de pedir dinheiro durante relacionamentos iniciados em aplicativos de namoro e não devolver os valores. Segundo elas, ele se apresentava como engenheiro agrônomo e fazendeiro. A mulher da região de Marília afirma ter perdido R$ 30 mil. Segundo ela, ele pediu dinheiro antes mesmo do primeiro encontro, dizendo que tinha sido roubado e que a conta bancária estava bloqueada. Uma moradora de Ribeirão Preto (SP) afirma ter transferido cerca de R$ 13 mil por Pix a Fernando e comprado, no nome dela, um iPhone parcelado em 20 vezes de R$ 650, que ele se comprometeu a pagar. Ela registrou boletim de ocorrência. Pelo menos cinco mulheres já procuraram a polícia para relatar casos envolvendo Fernando. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca Vídeos: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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