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    Caso Master: TCU suspende inspeção no Banco Central

    há 1 dia

    Caso Master: TCU suspende inspeção no Banco Central Reprodução/TV Globo Seis dias depois de autorizar uma inspeção no Banco Central sobre o caso Master, o Tribunal de Contas da União recuou: decidiu suspender o processo.   A suspensão da inspeção foi publicada no blog da Ana Flor no g1. Ao Jornal Nacional, o ministro do TCU Vital do Rêgo Filho afirmou que a decisão de suspender a inspeção foi tomada para que o TCU e o Banco Central possam criar um método para analisar o processo de liquidação do Master. E com isso, permitir o que o TCU cumpra, o que segundo ele, é um dever constitucional do tribunal mas garantindo o sigilo bancário. A inspeção tinha sido determinada pelo TCU na sexta passada. O relator do caso, Jhonatan de Jesus, considerou que faltavam documentos para embasar a explicação do Banco Central sobre o processo de liquidação. E chegou a sinalizar que poderia tomar medidas para suspender a venda de bens do Master. Em uma entrevista por telefone, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou ainda que a intenção do Tribunal não é reverter a liquidação do conglomerado Master, mas fiscalizar e analisar os motivos que levaram o Banco Central a tomar essa medida.   A liquidação foi decretada em novembro de 2025. O Master enfrentava uma profunda e crônica crise de liquidez — não tinha recursos suficientes para honrar compromissos, como o pagamento de clientes e investidores. Durante o processo, o BC também apontou "grave e reiterado descumprimento de normas", deixando, por exemplo, de manter de níveis regulares de recolhimentos compulsórios — depósitos que os bancos são obrigados a fazer no Banco Central para garantir a estabilidade do sistema financeiro. Na data da liquidação, o Master mantinha depósitos de R$ 22,9 milhões, menos de 1% do valor exigido.   Nos últimos dias o banco central tem recebido reiteradas manifestações de defesa à independência da instituição feitas entidades do setor financeiro, associações de bancos. Além disso, economistas e ex-dirigentes do Banco Central são unânimes em afirmar que a liquidação extrajudicial só é determinada pelo Banco Central após uma análise detalhada do patrimônio do banco e da capacidade da instituição em honrar os compromissos. Antes de decretar a liquidação, o Banco Central tenta alternativas — como exigir dos controladores que façam aporte de recursos ou adotem planos de recuperação. E, se ficar comprovado que o banco não consegue se manter viável, o BC conclui pela inviabilidade econômica. Ou seja, manter a instituição funcionando seria um risco para os clientes e para o sistema financeiro como um todo.   Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, destaca que a liquidação só é adotada quando esgotadas todas as possibilidades.   "A partir do momento em que se detecta uma insuficiência patrimonial, vai pedir que o banco 'olha, vocês têm um problema aqui, vocês podem colocar mais dinheiro, podem fazer um aporte de capital, colocar mais dinheiro e garantir que vocês continuem funcionando'; aparentemente prometeram fazer isso, não foi feito. 'Ah, vocês podem achar um comprador que possa fazer isso', aí supostamente era o BRB. O que se viu é que havia uma série de irregularidades, inclusive numa carteira de crédito que o próprio Banco Master tinha transferido ao BRB. E aí você vai, enfim, quando se esgotam essas alternativas, o BC acaba decretando a liquidação do banco."   O processo de liquidação sempre começa com análise de alternativas - como exigir dos controladores que façam aporte de recursos ou adotem planos de recuperação. E o BC só conclui pela liquidação se ficar comprovado que o banco não consegue se manter viável e a manutenção da instituição passar a representar um risco para os clientes e para o sistema financeiro como um todo. O ex-diretor do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo pontua que decidir pela liquidação é um processo criterioso — que leva tempo.   "O Banco Central não foi lá um dia na instituição e tomou essa decisão. Ele vem acompanhando há muito tempo e, até pelo que eu vi, foi pedida uma série de ajustes. Mas, na medida em que o BC foi se debruçando e entendendo o que estava acontecendo ali, o tamanho do patrimônio negativo era uma coisa impossível de conviver. Além disso, com um volume muito grande de fraudes. Então, tem um volume importante, segundo o próprio BC, de práticas que não são aceitáveis de uma instituição fazer. É uma coisa que é realmente o fim da linha, quando não tem, do ponto de vista prático, nenhuma possibilidade. Essa instituição, inclusive, não estava conseguindo mais captar e fazer frente aos seus compromissos."
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