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    Caso Master: decisão de deixar celulares com PGR é vista no órgão como janela para reafirmar poder de investigação

    7 hours ago

    Miriam Leitão: Toffoli toma decisão exótica sobre material apreendido pela PF A decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que a Procuradoria-Geral da República (PGR) fique com a guarda dos materiais apreendidos na operação contra supostas fraudes do Banco Master foi vista dentro do órgão como uma oportunidade de reafirmação da prerrogativa do Ministério Público de investigar crimes. Historicamente, o Ministério Público Federal e a PF disputam protagonismo em investigações criminais. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não pediu expressamente a Toffoli para guardar os materiais apreendidos, mas deixou claro, em sua manifestação sobre o tema, que a PGR tinha capacidade para extrair os dados dos celulares e analisá-los. Ao mesmo tempo em que ofereceu a Toffoli uma alternativa, Gonet acenou para seus pares, com o fortalecimento do poder de investigação do MPF. Os 39 celulares e 31 computadores apreendidos pela PF ficarão sob a responsabilidade da Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise (Sppea) da PGR. Membros da instituição destacam que a Sppea tem expertise e softwares para extrair mensagens e documentos dos equipamentos eletrônicos e também tem espaço para guardá-los. 🔎A Sppea já realizou esse trabalho anteriormente, como no caso das investigações dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Os celulares dos presos em flagrante na Praça dos Três Poderes e no quartel do Exército foram periciados nesse setor da PGR, relembrou um profissional do órgão. Até o início da tarde desta quinta (15) o material apreendido ainda não havia chegado à PGR. Como as apreensões ocorreram em vários estados, era esperado um prazo para a PF reunir tudo e fazer a entrega. Não há clareza ainda, na PGR, sobre a guarda dos outros bens apreendidos, como os relógios e os 23 carros de luxo. 🚗Segundo um procurador, a PGR não tem local para guardar veículos, que possivelmente ficarão sob a guarda da PF, como nas outras operações. O procurador-geral da República, Paulo Gonet Fellipe Sampaio/STF
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