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    Caso Djidja: STJ nega novo pedido de liberdade para mãe da ex-sinhazinha

    há 1 mês

    Caso Djidja: justiça nega relaxamento das prisões de cinco réus acusados da morte O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta quinta-feira (7), um pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, encontrada morta em Manaus, em 2024. A defesa alegou excesso de prazo na prisão e pedia a substituição da medida por cautelares alternativas. Cleusimar está presa preventivamente desde 2024 por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico no caso que investiga o uso e distribuição de cetamina, substância anestésica de uso humano e veterinário. A investigação começou após a morte de Djidja Cardoso, caso que ganhou repercussão nacional. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo a defesa, Cleusimar está presa há cerca de 700 dias e o processo teria ficado paralisado por aproximadamente 153 dias após a anulação de uma sentença condenatória, sem contribuição da defesa para a demora. Os advogados argumentaram que a prisão cautelar teria se transformado em uma "antecipação indevida da pena". A defesa também sustentou que a manutenção da prisão preventiva estaria baseada em justificativas genéricas, sem fatos recentes que justificassem a medida. Além disso, pediu a aplicação de medidas cautelares alternativas, como monitoramento eletrônico, comparecimento periódico à Justiça e proibição de contato com outros investigados. Ao analisar o caso, o ministro Sebastião Reis Júnior afirmou que, neste momento inicial, não há elementos suficientes para conceder a liberdade imediata de Cleusimar. O ministro destacou que o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas manteve a prisão preventiva com base na gravidade concreta da conduta investigada, na suposta atuação estruturada do grupo e no uso de ambiente familiar e comercial para difusão de substâncias entorpecentes e medicamentos controlados. Na decisão, o ministro afirmou ainda que as alegações da defesa sobre excesso de prazo e ausência de contemporaneidade da prisão precisam ser analisadas com mais profundidade, após a atualização de informações sobre o andamento do processo. A Justiça já havia negado, na quarta-feira (6), um pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha, com as mesmas alegações apresentadas pela defesa. Com a negativa da liminar, o STJ determinou que a 3ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Manaus informe detalhes atualizados da ação penal, incluindo a fase processual, atos praticados após 7 de abril deste ano, eventual nova sentença e a situação prisional de Cleusimar. O tribunal também solicitou informações ao TJAM sobre o habeas corpus anteriormente negado pela corte estadual. Cleusimar Cardoso, mãe de Djidja Cardoso Reprodução/Redes Sociais Caso Djidja Djidja Cardoso foi encontrada morta no dia 28 de maio de 2024 dentro de casa, em Manaus, aos 32 anos. O caso ganhou repercussão nacional por envolver drogas, religião e crimes como tráfico e associação para o tráfico, resultando em condenações pela Justiça. De acordo com a investigação da polícia, a família de Djidja fundou o grupo religioso "Pai, Mãe, Vida", que promovia o uso indiscriminado da droga sintética, conhecida por causar alucinações e dependência. Além da mãe e do irmão de Djidja, estão presos um coach, o proprietário e o sócio de uma clínica veterinária suspeita de fornecer a substância ao grupo. Meses antes da morte, Djidja revelou que enfrentava um quadro de depressão. No dia 3 de fevereiro, quando completou 32 anos, ela publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a data com amigos e familiares, no qual compartilhou a informação: "Só tenho a agradecer, principalmente por ter passado e superado esses meses doente (depressão, gastrite, etc)". Entre 2016 e 2020, Djidja encantou os torcedores do Garantido ao representar a sinhazinha da fazenda, personagem filha do dono da fazenda, que representa a história branca dentro do auto do boi no Festival Folclórico de Parintins. Imagens mostram últimas horas de Djidja Cardoso com vida
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