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    Caso Cláudia Pollyanne: Justiça torna réus donos de clínica, mas nega prisão

    2 months ago

    Claudia Polllyanne Arquivo pessoal A Justiça de Alagoas aceitou parcialmente a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL) contra a tia da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna e os proprietários de uma clínica de reabilitação em Marechal Deodoro, investigados pela morte da mulher. Na decisão, a juíza Fabíola Feijão autorizou a busca e apreensão de documentos e a quebra de sigilo de dados, mas negou o pedido de prisão preventiva dos donos da clínica. Segundo a magistrada, não há elementos que indiquem que os investigados, em liberdade, representem risco à ordem pública ou possam interferir nas investigações. O promotor de Justiça Adriano Jorge informou que deve recorrer da decisão. De acordo com ele, há preocupação com a segurança das pessoas que denunciaram o caso, principalmente ex-residentes da unidade que relataram episódios de violência dentro da clínica. Segundo o Ministério Público, os depoimentos apontam comportamento agressivo dos responsáveis pela clínica, que funcionava como comunidade terapêutica. Ainda conforme a promotoria, testemunhas também relataram agressões contra internos e suspeita de estupro contra uma adolescente que recebia atendimento no local. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Caso Cláudia Pollyanne: Justiça torna réus donos de clínica investigados pela morte de esteticista Esteticista que morreu após ser internada em clínica terapêutica em AL sofreu agressões e intoxicação, diz laudo Polícia indicia dono de clínica por homicídio doloso em morte de esteticista O promotor afirmou que a prisão preventiva foi solicitada para evitar possíveis retaliações contra denunciantes e impedir que os investigados pudessem atrapalhar o andamento do processo. Apesar de negar a prisão, a Justiça autorizou a busca e apreensão de objetos que possam auxiliar nas investigações, como computadores, mídias digitais, telefones celulares, receituários e laudos médicos, contratos de prestação de serviços com pacientes, termos de consentimento e prontuários psicológicos e médicos, além de outros documentos considerados relevantes pela autoridade policial. As investigações continuam para apurar as circunstâncias da morte da esteticista e a possível participação dos denunciados no caso.
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