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    Caso Benício: Conselho Regional de Medicina abre processos contra profissionais envolvidos após indícios de falhas

    13 hours ago

    Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, faleceu em hospital de Manaus. Arquivo pessoal O Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Creman) concluiu a sindicância que apurou a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento de Benício Xavier, de 6 anos, e identificou indícios de irregularidades e falhas médicas em diferentes etapas da assistência prestada à criança. Os médicos investigados passarão a responder a processos ético-profissionais. A decisão cabe recurso. Benício morreu em 23 de novembro, após receber adrenalina na veia durante atendimento hospitalar. De acordo com a investigação, a via e a dosagem prescritas não eram indicadas para o quadro clínico da criança. Após a aplicação, o menino sofreu múltiplas paradas cardíacas e não resistiu. A informação da conclusão da sindicância foi divulgada pela defesa da família de Benício. O g1 solicitou um posicionamento do Creman sobre a conclusão da sindicância. O Conselho informou que o procedimento tramita sob sigilo processual e que está "legalmente impedido de divulgar informações, documentos, nomes ou qualquer manifestação sobre o mérito dos fatos objeto de apuração". 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo o advogado Ricardo Albuquerque, que representa a família de Benício Xavier, a sindicância apontou possíveis infrações éticas cometidas por profissionais que atuaram tanto no pronto-socorro quanto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Caso Benício: Polícia conclui inquérito e quatro pessoas vão responder por homicídio De acordo com Albuquerque, além dos médicos diretamente responsáveis pelo atendimento, também foram abertos processos contra profissionais ligados à coordenação da pediatria e à diretoria clínica do hospital. “Foi aberto também processo contra médicos em função da Coordenação da Pediatria e Diretoria Clínica do Hospital, e até médico que deveria ter atuado no caso, mas não o fez”, disse. O advogado destacou que a conclusão da sindicância não representa uma condenação dos profissionais, mas o reconhecimento da existência de elementos suficientes para a abertura dos processos éticos. “O julgamento da sindicância diz respeito a indícios de infração ética. Agora os médicos irão responder a processo ético-profissional, mas ainda há a possibilidade de recurso da abertura do processo ético”, explicou. Para a defesa da família, o resultado da sindicância reforça os questionamentos apresentados desde o início das investigações. “Nós vemos com muita satisfação o julgamento da sindicância, pois fizemos também uma denúncia ao conselho pedindo a abertura de sindicância e posterior processo ético-profissional, já que há indícios graves de erros médicos ao longo de todo o atendimento do Benício”, afirmou Ricardo Albuquerque. Caso Benício: polícia conclui que menino de 6 anos foi vítima de erro médico e morreu após overdose de adrenalina Caso Benício: defesa afirma que médica admitiu erro 'no calor do momento' e apresenta vídeo sobre falhas no sistema do hospital Caso Benício: mensagens revelam que médica vendia maquiagem enquanto menino não conseguia respirar Família cobra rigor nas apurações Pai de Benício, Bruno Xavier disse esperar que o conselho conduza o caso com imparcialidade e rigor. Segundo ele, sete médicos serão investigados internamente pelo órgão. “Eu e a Joyce buscamos uma total imparcialidade do CRM. A gente busca que eles trabalhem com muita ética contra os profissionais que forem envolvidos”, declarou. Bruno afirmou que a família espera punições severas aos responsáveis caso as irregularidades sejam comprovadas. “A gente quer, no mínimo, dois culpados à cassação. É isso que a gente busca e espera que, pelo Benício, eles mostrem para a sociedade que não são corporativistas, que prezam pela verdade e pelo julgamento certo”, disse. Caso Benício: polícia conclui que menino de 6 anos foi vítima de erro médico e morreu após overdose de adrenalina Reprodução/TV Globo Ainda segundo o pai, a família deposita confiança no trabalho do conselho e aguarda a conclusão dos processos ético-profissionais. “A gente conta muito com o apoio deles e quer, no mínimo, a cassação de quem ocasionou a morte do nosso filho”, afirmou. O caso segue sob análise do Creman, que agora dará continuidade aos processos ético-profissionais para apurar a responsabilidade dos médicos citados na sindicância. O caso Caso Benício: erros em série causaram morte de menino de 6 anos com dose de adrenalina Segundo o pai, Bruno Freitas, o menino foi levado ao hospital com tosse seca e suspeita de laringite. Ele contou que a médica prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, 3 ml a cada 30 minutos. A família disse ao g1 que chegou a questionar a técnica de enfermagem ao ver a prescrição. De acordo com Bruno, logo após a primeira aplicação, Benício apresentou piora súbita. “Meu filho nunca tinha tomado adrenalina pela veia, só por nebulização. Nós perguntamos, e a técnica disse que também nunca tinha aplicado por via intravenosa. Falou que estava na prescrição e que ela ia fazer”, relatou o pai. Após a reação, a equipe levou a criança para a sala vermelha, onde o quadro se agravou. A oxigenação caiu para cerca de 75%, e uma segunda médica foi acionada para iniciar o monitoramento cardíaco. Pouco depois, foi solicitado um leito de UTI, e Benício foi transferido no início da noite de sábado. Na UTI, segundo o pai, o quadro piorou. A equipe informou que seria necessária a intubação, realizada por volta das 23h. Durante o procedimento, o menino sofreu as primeiras paradas cardíacas. O pai relatou que o sangramento ocorreu porque a criança vomitou durante a intubação. Após as primeiras paradas, o estado de Benício continuou instável, com oscilações rápidas na oxigenação. Minutos depois, Benício apresentou nova piora e não respondeu às manobras de reanimação. Ele morreu às 2h55 do domingo. “Queremos justiça pelo Benício e que nenhuma outra família passe pelo que estamos vivendo. O que a gente quer é que isso nunca mais aconteça. Não desejamos essa dor para ninguém”, disse o pai. Em nota, o Hospital Santa Júlia informou que uma médica e uma técnica de enfermagem foram afastadas de suas funções e realizou uma investigação interna pela Comissão de Óbito e Segurança do Paciente. Infográfico - Caso Benício Arte g1
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