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    Casal suspeito de dar golpe de R$ 140 mil em restaurante é solto

    há 3 meses

    Casal é preso suspeito de dar golpe de R$ 140 mil em restaurante de Mogi das Cruzes A Justiça concedeu liberdade provisória ao casal de funcionários suspeito de aplicar um golpe de aproximadamente R$ 140 mil no restaurante onde trabalhava na Vila Partênio, em Mogi das Cruzes. Ellen Luiza Campos Ferreira, de 21 anos, e seu namorado, Daniel De Souza André, de 22, haviam sido presos em flagrante na noite de segunda-feira (23). A soltura ocorreu nesta terça (24), após eles passarem por uma audiência de custódia. Com a decisão, ambos responderão ao processo em liberdade, mas deverão cumprir medidas cautelares. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Segundo a investigação, o casal desviava pagamentos de clientes há pelo menos quatro meses. O esquema foi descoberto depois que um cliente alertou os sócios do estabelecimento por meio de uma rede social. LEIA MAIS: Casal é preso suspeito de dar golpe de R$ 140 mil em restaurante de Mogi das Cruzes De acordo com o boletim de ocorrência, o cliente informou que um pagamento feito no restaurante apareceu em seu extrato bancário em nome de Ellen, uma das funcionárias, e não no nome da pessoa jurídica do estabelecimento. Ellen e Daniel são namorados e trabalhavam no restaurante em Mogi das Cruzes Reprodução/g1 Como o golpe funcionava Após o alerta, os proprietários, com o apoio da empresa de segurança que monitora o restaurante, analisaram as imagens das câmeras. Os vídeos flagraram o esquema do casal: eles simulavam uma falha na máquina de cartão do estabelecimento, cancelavam a operação e, em seguida, usavam seus próprios celulares para processar o pagamento do cliente em uma máquina pessoal. O boletim detalha que o funcionário da empresa de segurança chegou a monitorar a ação em tempo real, visualizando ao menos quatro episódios de desvio em um intervalo de uma hora. Além dos pagamentos com cartão, o casal também é suspeito de pegar dinheiro em espécie do caixa e esconder nos bolsos. Quebra de confiança e prejuízo Um dos sócios relatou à polícia que Daniel havia sido contratado em julho de 2025 e exercia a função de "mestre do restaurante", um cargo de confiança com responsabilidade pela abertura e fechamento do caixa e do estabelecimento. Ellen começou a trabalhar no local em outubro do mesmo ano. O prejuízo estimado na última semana foi de R$ 10 mil. Os donos acreditam que o esquema vinha ocorrendo há cerca de quatro meses, totalizando um desfalque de R$ 140 mil. A Polícia Militar foi acionada e prendeu o casal em flagrante. O dinheiro em espécie encontrado com os suspeitos no momento da abordagem foi apreendido e, em seguida, restituído ao proprietário do restaurante. Segundo o boletim de ocorrência, os funcionários teriam confirmado a prática no local. No entanto, durante o interrogatório na delegacia, acompanhados por um advogado, tanto Daniel quanto Ellen optaram por exercer o direito de permanecer em silêncio. Liberdade provisória Na audiência de custódia, a Justiça concedeu a liberdade provisória a ambos, sem a necessidade de pagamento de fiança. Para isso, eles deverão cumprir as seguintes medidas: Comparecer a todos os atos do processo; Não se ausentar da Comarca por mais de oito dias sem autorização judicial; Comparecer ao Fórum a cada dois meses para informar e justificar suas atividades; Ficar proibidos de acessar ou frequentar o restaurante; Não manter contato com os demais funcionários do estabelecimento. O que diz a defesa Por meio de nota, a defesa dos suspeitos afirmou que seu compromisso é garantir que os direitos constitucionais dos investigados sejam respeitados. Ele destacou que o trabalho da defesa visa assegurar que os fatos "sejam apurados de forma justa, com base em provas concretas e dentro do devido processo legal". O advogado também ressaltou que a escolha de permanecer em silêncio é um direito constitucional e "não pode ser interpretado como presunção de culpa". A defesa concluiu dizendo que confia que o caso "será devidamente esclarecido pelas vias legais, com responsabilidade, serenidade e respeito à Justiça". O caso foi registrado como furto qualificado e localização/apreensão e entrega de objeto na Central de Flagrantes de Mogi das Cruzes. Assista a mais notícias do Alto Tietê
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