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    Cármen Lúcia diz que mulheres vivem 'poder violento' e que dados de violência são 'estarrecedores'

    há 3 meses

    Carmen Lucia durante segundo dia de julgamento de Bolsonaro na 1ª Turma do STF Antonio Augusto/STF A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, afirmou, nesta terça-feira (10), que as mulheres vivem em um "poder violento" e que são "estarrecedores" os dados de violência contra este segmento da população. "É impossível imaginar que isto seja uma situação de civilidade", afirmou a ministra. A declaração foi feita durante a abertura da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desta terça, em um discurso para marcar o Dia Internacional da Mulher, no último domingo. "Temos experimentado situações de muita crueldade, perversidade e exclusão. Quando se bate, se mata uma mulher, cada uma de nós é açoitada, violentada, principalmente ferida nos nossos direitos", completou. A ministra também argumentou que a situação entre mulheres não é igual e que há algumas que não têm oportunidade de acesso e respeito a direitos. "Esperamos que as meninas de hoje não precisem de se preocupar e se ocupar com as barbaridades praticadas contra mulheres", disse. A magistrada também falou da diferença de tratamento de meninos e meninas. Durante a fala, a ministra citou que as meninas não aprendem a lutar quando crianças e que os homens recebem brinquedos relacionados à guerra, como espadas. Casos de feminicídio O número de feminicídios bateu recorde no Brasil em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então. Os registros oficiais de feminicídios apontam para quatro mulheres mortas por dia no ano passado. A tipificação feminicídio, quando uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, foi criada em 2015. Naquele ano, ocorreram 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Houve crescimento de 316% em 10 anos ao comparar com os números de 2025.
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