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    Capitão do Corpo de Bombeiros e empresário de Curitiba são alvo de ação por desviar e vender doações humanitárias

    2 months ago

    Oficial do Corpo de Bombeiros do Paraná é preso suspeito de desviar itens de depósito da D O capitão do Corpo de Bombeiros Gustavo Emmanuel Gonçalves Fogaça e o empresário Valter Gonçalves Fogaça, de Curitiba, são alvo de uma Ação Civil Pública por suspeita de desviar e vender doações que seriam destinadas a vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. Em maio daquele ano, o capitão foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) após ser flagrado descarregando fardos de energético retirados de um galpão da Defesa Civil em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O g1 entrou em contato com a defesa dos acusados e com o Corpo de Bombeiros sobre a ação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 perguntou ao Ministério Público se os dois respondem ao processo em liberdade, mas também não teve resposta. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Segundo o Ministério Público (MP-PR), os produtos desviados ficavam armazenados para envio às vítimas no Rio Grande do Sul. A investigação aponta que o capitão usava o cargo para acessar os depósitos e retirar os itens, depois, os itens eram repassados ao empresário, que é parente dele, e colocados à venda. O MP requer indenização de R$ 50 mil por danos morais coletivos. Segundo o Gaeco, no momento em que o oficial foi abordado ele estava em um carro com os itens Gaeco/Divulgação Leia também: Aprova Paraná: Respostas 'avançadas' de alunos com padrão 'abaixo do básico' levantaram suspeita de fraude Litoral: Espécie rara de baleia é resgatada com marcas de mordida de tubarão Ubiratã: Neto viaja mais de 600 km para matar avô e roubar joias de ouro do idoso Entre os materiais desviados estão equipamentos, ferramentas, instrumentos musicais, roupas e itens de higiene. Parte foi encontrada em um comércio da capital, junto com registros de vendas. O valor dos itens recuperados é estimado em cerca de R$ 144 mil. Na ação, o MP afirma que houve prejuízo aos cofres públicos e uso indevido das doações, além de quebra de confiança da população. O órgão pede o ressarcimento do dano, pagamento de multa e a proibição de contratar com o poder público. No caso do capitão, também foi solicitado que ele perca o cargo e fique impedido de exercer direitos políticos por um período. Os dois também respondem a processos criminais pelos mesmos fatos. O capitão na Justiça Militar e o o empresário na Justiça comum. Leia mais notícias em g1 Paraná.
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