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    Candidato da direita vence eleição na Colômbia, aponta apuração preliminar

    8 hours ago

    Abelardo de la Espriella vence as eleições presidenciais na Colômbia, aponta apuração preliminar A apuração preliminar dos votos na Colômbia aponta que o advogado e empresário Abelardo de la Espriella venceu a eleição presidencial do país por uma margem apertada neste domingo (21). Segundo os dados do chamado "preconteo" divulgados pelas autoridades eleitorais do país, De la Espriella superou o senador Iván Cepeda por menos de 250 mil votos. A última atualização aponta 12.950.642 votos para Espriella, candidato de extrema direita apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e 12.702.592 para o esquerdista Cepeda, aliado do atual presidente colombiano, Gustavo Petro. 🔎 Na eleição colombiana, a apuração tem duas etapas. A primeira é o chamado "preconteo", uma contagem preliminar feita a partir das atas dos locais de votação usada para projetar o resultado. Mas, segundo a legislação do país, o resultado oficial só é proclamado após o "escrutínio", em que juízes e outras autoridades revisam as atas para corrigir eventuais inconsistências. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Esse processo deve ocorrer nesta segunda-feira (22). Em um vídeo, De la Espriella celebrou a vitória vestido com a camiseta da seleção colombiana e defendeu acordos com os Estados Unidos para combater o crime organizado. "Hoje, a Colômbia venceu o seu jogo mais importante", afirmou. Já Cepeda fez um pronunciamento a apoiadores e afirmou que não trata o resultado como oficial e que vai aguardar o escrutínio. "Com o escrutínio oficial, reconheceremos o resultado." Nas redes sociais, o presidente Gustavo Petro afirmou que nenhum resultado deve ser considerado oficial até a conclusão do escrutínio. "Não se pode proclamar nenhum presidente. É o escrutínio que determina quem é o presidente. Obedeço aos juízes. Tranquilidade aos cidadãos, por favor. A realidade nos mostra um país partido ao meio, e ingerência estrangeira nos tira a liberdade. Impõe-se um acordo nacional se queremos manter a pátria e a paz nos anos que estão por vir", escreveu Petro. O triunfo do direitista De la Espriella representa uma guinada no país após o governo Petro, primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia. O presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou mais uma vitória da direita na região. "A liberdade avança em toda a América Latina e já não há volta atrás", postou em uma rede social. Veja a repercussão. Candidato de direita Abelardo De La Espriella gesticula entre apoiadores durante 2º turno das eleições presidenciais da Colômbia em Barranquilla, na Colômbia, em 21 de junho de 2026. REUTERS/Jair Coll Direita x esquerda no 2º turno da eleição colombiana Como novo presidente da Colômbia, Espriella se juntará a outros líderes de direita eleitos recentemente na América Latina, entre eles Jorge Kast, no Chile, e Rodrigo Paz, na Bolívia. No Peru, a apuração se arrasta por duas semanas, e a também direitista Keiko Fujimori está à frente. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia informou que a votação a ocorreu de forma tranquila e foi acompanhada por observadores internacionais. Apoiador de Aberlardo de la Espriella vota durante 2º turno das eleições presidenciais, em Barranquilla, na Colômbia, em 21 de junho de 2026. Jair Coll/ Reuters Quem é Abelardo de la Espriella Advogado e empresário sem experiência política, De la Espriella apresenta-se como um "salvador antissistema" e fez campanha com propostas linha-dura para combater o crime organizado, cortar programas governamentais e impostos e revitalizar a exploração de petróleo. Ele também é cidadão naturalizado dos EUA, já viveu em Miami e é republicano registrado. Admirador das políticas adotadas por Trump e pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, promete uma ofensiva militar e a construção de 10 megaprisões. "No meu governo não haverá processos de paz. Criminosos que não se submeterem serão eliminados, conforme permitido por lei”, afirmou Espriella. O discurso do candidato da direita foi o que mais ecoou no eleitorado no primeiro turno. Pesquisas de opinião vêm apontando a violência como o principal fator de preocupação entre colombianos, à frente da economia - fragilizada pela pandemia e pelo aumento do déficit fiscal, apesar de o atual governo aumentar o salário mínimo nominal em 75% e reduzir o desemprego. Espriella culpa Petro pelos problemas econômicos e de segurança da Colômbia e prometeu reduzir o tamanho do Estado em 40%, ampliar a base tributária e cortar os impostos corporativos para promover o emprego no setor privado. “A segurança foi a questão central desta campanha, que levou à vitória de De La Espriella no primeiro turno”, disse o analista político Eduardo Pizarro à Reuters. Pizarro afirma que a percepção de insegurança aumentou nas cidades, incluindo preocupações com extorsão e pequenos delitos. Ao mesmo tempo, a expansão de grupos armados em áreas rurais afetou mais civis. Cepeda havia liderado as pesquisas de intenção de voto antes do primeiro turno. Por isso, a vitória de Espriella na primeira rodada surpreendeu tanto que Petro chegou a contestar o resultado, posteriormente reconhecido por Iván Cepeda.
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