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    Câmara de Rorainópolis suspende auxílio-transporte de R$ 2,5 mil a vereadores após ação do MP

    6 hours ago

    Câmara Municipal de Rorainópolis, em Roraima Anderson Santos/Rede Amazônica/Arquivo A Câmara Municipal de Rorainópolis suspendeu o pagamento do auxílio-transporte de R$ 2,5 mil concedido aos vereadores. A medida atende a uma recomendação do Ministério Público (MP) de Roraima e foi publicada no Diário Oficial dos Municípios desta sexta-feira (27). A portaria, assinada pelo presidente da Câmara, vereador Marcinho Alves (Progressistas), afirma que a recomendação foi acatada de forma imediata. A Casa tem 13 vereadores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O benefício havia sido criado pela própria Câmara Municipal por meio da Resolução nº 012/2025. A portaria cita ainda que a suspensão não tem efeito retroativo. Com isso, a medida não alcança os pagamentos referentes a períodos anteriores a agosto de 2026. Ação do MP No dia 18 de agosto o MP recomendou que a Câmara de Rorainópolis suspendesse imediatamente o pagamento de um auxílio-transporte. O MPRR informou que a Lei Municipal nº 509/2024 já havia estabelecido os subsídios dos vereadores para a legislatura de 2025 a 2028, seguindo as regras previstas na Constituição Federal. Segundo o órgão, a lei não prevê expressamente o pagamento de uma vantagem adicional desse tipo. A recomendação também destacou que a Câmara possui uma norma específica para o pagamento de despesas de viagens oficiais. Ela estabelece o pagamento de diárias a vereadores e servidores do Legislativo municipal para cobrir gastos com hospedagem, alimentação, transporte e deslocamento. Agora no g1 LEIA TAMBÉM: MP recomenda suspensão de auxílio-transporte de R$ 2,5 mil a vereadores de Rorainópolis MP recomenda que prefeitura de Boa Vista resolva falta de dentistas em UBSs mesmo após repasses MPC vê 'agiotagem' em empréstimos com desconto no salário de servidores em Roraima MP recomenda regularizar Creas de Baliza após inspeção apontar pragas e falta de servidores Segundo o promotor de Justiça Paulo Augusto Brígido, o pagamento do auxílio, somado aos valores já previstos para despesas de deslocamento, pode configurar o recebimento de duas vantagens para a mesma finalidade. Segundo ele, isso afronta os princípios constitucionais da moralidade, economicidade e eficiência na administração pública. “Além disso, a realização e o recebimento de repasses sem a devida comprovação da despesa podem caracterizar enriquecimento ilícito e dano ao erário, conforme previsto na Lei de Improbidade Administrativa”, ressalta o promotor. A Câmara de Rorainópolis tem 10 dias úteis para informar ao MP quais medidas adotou para cumprir a recomendação. Caso não cumpra as medidas ou deixe de responder, o ministério poderá ajuizar uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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