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    ‘Brilha, brilha, estrelinha’: cientistas observam estrelas ‘bebês’ formando anéis de luz no espaço

    2 months ago

    Representação artística do núcleo da nuvem molecular MC 27, baseada em observações do telescópio ALMA. Y. Nakamura, K. Tokuda e outros Estrelas ainda em formação —as chamadas protoestrelas— podem produzir grandes estruturas luminosas ao seu redor nos primeiros momentos de vida. É o que mostra um novo estudo de pesquisadores japoneses, que observaram o fenômeno com um dos telescópios mais avançados do mundo. Os cientistas identificaram o que descrevem como “anéis de luz” ao redor dessas estrelas jovens. Na prática, essas estruturas são formadas por gás quente e campos magnéticos, mas aparecem como regiões mais brilhantes nas imagens captadas pelos telescópios. Como nascem as estrelas As estrelas surgem em regiões do espaço chamadas “berçários estelares”, onde nuvens de gás e poeira começam a se concentrar. Com o tempo, esse material se junta e forma uma protoestrela —uma espécie de “estrela bebê”. Nessa fase, o sistema ainda é instável: a estrela cresce ao atrair matéria ao seu redor, ao mesmo tempo em que libera energia. Esse equilíbrio entre “puxar” e “expelir” material faz parte do processo natural de formação estelar. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que são os ‘anéis de luz’ Ao observar uma dessas estrelas extremamente jovens, os pesquisadores detectaram uma estrutura circular ao redor dela —um anel com cerca de 1.000 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Esse anel é formado por gás aquecido que foi empurrado para fora pela própria estrela, junto com o efeito de campos magnéticos. De forma simplificada, o processo funciona assim: a estrela acumula matéria para crescer parte dessa energia e desse material é expulsa essa expulsão gera ondas no gás ao redor essas ondas aparecem como regiões mais brilhantes, formando o “anel” Os cientistas comparam esse mecanismo a pequenos “espirros” de energia que ajudam a estrela a se estabilizar. O que o estudo mostra A observação indica que esse processo pode ocorrer em uma escala muito maior do que se imaginava. Pesquisas anteriores já haviam identificado estruturas menores, mas o novo estudo mostra um anel amplo e ligeiramente mais quente do que o ambiente ao redor —sinal de que há liberação intensa de energia nessa fase inicial. Segundo os autores, esse tipo de dinâmica revela que o nascimento de estrelas envolve uma reorganização constante de gás e campos magnéticos logo após a formação. Como esse é um dos primeiros registros desse tipo de estrutura em grande escala, a equipe pretende analisar novos dados e buscar fenômenos semelhantes em outras regiões do universo. A ideia é verificar com que frequência esses anéis aparecem e em quais etapas da formação estelar eles surgem. O estudo foi publicado na revista científica The Astrophysical Journal Letters.
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