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    Brasileiro luta na guerra da Ucrânia após perder R$ 340 mil em apostas on-line: 'Prisão mental'

    7 hours ago

    Brasileiro perde R$ 340 mil em apostas e se alista na guerra da Ucrânia para vencer vício Um brasileiro de 35 anos deixou a vida no litoral paulista para se alistar no Exército Ucraniano após perder mais de R$ 340 mil em apostas on-line. Ao g1, Thiago Morais da Silva Moita contou que a mudança contribuiu para a vitória sobre o vício em jogos de azar. "Eu estava me destruindo. Pensei: 'Eu preciso sair daqui, preciso mudar'. O meu pai me falou: Você já apostou tudo que você tem, agora vai apostar a sua vida? [...] Eu precisava sair daquele ambiente para mudar o meu raciocínio, sair daquela prisão mental", desabafou. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Morador de Iguape, no litoral de São Paulo, Moita contou que passou a servir no Exército da Ucrânia em março, após se alistar na Legião Internacional de Defesa da Ucrânia. Desde então, ele passou por treinamentos e missões. Segundo ele, o alistamento ocorreu após uma psicóloga revelar indícios de um quadro de ludopatia. Ele contou que, em um único dia, chegou a perder mais de R$ 75 mil apostando. 🔍 Ludopatia é o vício em jogos de azar e apostas. Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental, afeta o sistema de recompensa cerebral. Vício e Exército Ucraniano Natural do Rio de Janeiro (RJ), Moita se mudou para Iguape (SP) em 2022, após obter a guarda do filho. Na nova cidade, trabalhou com vendas de eletrônicos e como motorista de aplicativo, mas apostou todo o dinheiro conquistado nos serviços. "Cheguei a mandar meu pai confiscar o meu telefone para não jogar", contou Moita. De acordo com ele, a decisão de se alistar ao Exército Ucraniano não foi bem recebida por parte da família, que também é formada por militares. Para Moita, porém, o desafio fez com que mudasse a percepção sobre o dinheiro. Thiago Moita, de 35 anos, alistou-se no Exército Ucraniano para combater o vício em apostas virtuais. Redes sociais 'BadBoy' Em seu perfil nas redes sociais, nomeado 'BadBoynaUcrania', Moita passou a compartilhar o dia a dia na guerra. Na rotina, estão treinamentos diários de 12 horas, nos quais aprende a manusear armas, minas, granadas, explosivos e também táticas militares. O apelido, segundo ele, era como chamava um grupo de amigos na infância em São Gonçalo (RJ). O nome foi incorporado à tarja de identificação no Exército. "Aqui ninguém sabe o nome de ninguém, só pela 'chapa'. Ninguém aqui me conhece como Thiago”, disse. Thiago Moita, de 35 anos, alistou-se no Exército Ucraniano para combater o vício em apostas virtuais. Redes sociais Rotina e conflitos Moita destacou que a rotina é marcada por missões e períodos de descanso em bases militares. As missões podem durar de uma semana a 40 dias, dependendo da necessidade operacional. Segundo ele, há outros treze brasileiros no batalhão onde está alocado. Ele pontuou que não atua nas equipes de "assalto", envolvidas diretamente em confrontos armados com os russos. No entanto, a tropa convive com conflitos por conta de ataques com drones e mísseis. Moita destacou que, desde março, estava alocado em uma região considerada perigosa. "Era um pesadelo. Menos de uma semana depois que cheguei lá, caiu um míssil na minha casa. Passou um caça e jogou três bombas lá", disse. Além disso, após ser transferido para uma região considerada mais segura, ocorreu um ataque que deixou dezenas de mortos. "Se eu não tivesse sido transferido a tempo, estaria morto agora", relatou ele, destacando a perda de um colega brasileiro. Thiago Moita, de 35 anos, alistou-se no Exército Ucraniano para combater o vício em apostas virtuais. Redes sociais Retorno Moita revelou que deve retornar ao Brasil entre novembro e dezembro, durante o período de férias de um mês previsto no contrato. Após isso, ele deve definir se rescindirá o acordo ou seguirá pelos próximos três anos representando o Exército Ucraniano. “Não sei o que vai acontecer daqui para frente”, afirmou. Mesmo sendo remunerado como combatente, Moita destacou os riscos do alistamento. “As pessoas têm que ficar sabendo que você tem que ficar aqui no mínimo seis meses. Três colegas meus fugiram [foram desertores]. E eles eram os melhores”, finalizou. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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