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    Brasil bate recordes de ocupação e inadimplência

    1 day ago

    Pedestres na Rua 25 de Março Reprodução O Brasil continua com um mercado de trabalho aquecido, mas demonstra novos sinais de pressão no orçamento das famílias. Dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaram que a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto deste ano, com um número recorde da população ocupada: 103,5 milhões de pessoas. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Ao mesmo tempo, dados do Banco Central (BC) mostraram que a taxa de inadimplência média registrada pelos bancos nas operações de crédito subiram para 5% no mesmo mês, alcançando o maior patamar desde o início da série histórica (março de 2011). Agora no g1 Para especialistas, apesar de os dados indicarem que o mercado de trabalho continua forte, com desemprego baixo e crescimento da renda, já existem sinais de perda de fôlego da economia. "A taxa de desemprego segue baixa e estável, mas o ritmo de criação de vagas perdeu força. Além disso, a sequência de quedas da massa salarial efetiva merece acompanhamento mais próximo, por indicar um ambiente menos favorável para a demanda doméstica à frente", afirma o economista do ASA Investimentos, Leonardo Costa. 🔎 A desaceleração já era esperada pelo mercado após um longo período de juros elevados no Brasil. Isso porque taxas mais altas encarecem o crédito e tendem a desestimular o consumo e os investimentos, esfriando a atividade econômica e ajudando a conter a inflação. Esse cenário também se comprova na análise de emprego por setor de atividade. Dados do IBGE indicam, por exemplo, que o crescimento da ocupação foi concentrado, principalmente, nos segmentos de construção e da indústria, enquanto os demais mostraram estabilidade no período. Segundo a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, a combinação de desemprego baixo e crescimento do emprego concentrado em menos setores indica que o processo de desaceleração do mercado de trabalho já começa a acontecer. "O mercado de trabalho tende a responder com atraso à desaceleração da atividade, e os primeiros efeitos do aperto monetário aparecem inicialmente sobre o ritmo de contratação antes de alcançarem o estoque de empregos", explica. Assim, ainda que o mercado de trabalho aquecido ainda preserve a renda das famílias, fazendo com que os juros elevados demorem a ter os efeitos esperados no consumo, esses sinais já começam a aparecer — tanto no encarecimento do crédito quanto no maior nível de endividamento dos brasileiros. *Esta reportagem está em atualização
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