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    Big Brother do Cerrado? Bebedouros com câmeras ajudam pesquisadores a entender hábitos de animais silvestres

    11 hours ago

    Câmeras registram comportamento de animais em bebedouros artificiais no sul do Estado No estilo Big Brother do Cerrado, um projeto tocantinense espalhou bebedouros de água, comedouro e câmeras com visão noturna para ajudar a refrescar e, ao mesmo tempo, entender animais do cerrado. A iniciativa auxilia equipes de pesquisadores a entender os hábitos de espécies silvestres. "É um buraco no chão que a gente cimenta, com uma profundidade de, mais ou menos, 50 a 60 centímetros e uma extensão de um metro e meio. Ele tem uma capacidade de 200 litros, e na frente do bebedouro também colocamos um comedouro para atrair pássaros. E a câmera trap para registrar a ação", explica o engenheiro florestal, Guilherme Henrique. 🔎 A câmera trap, conhecida também como armadilha fotográfica, é uma câmera automática ativada por movimento ou calor para registrar a vida selvagem ou monitorar áreas externas sem a presença humana. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O veado-mateiro é uma das espécies bastante registradas em Cariri, além de onças, lobo-guará e diversas aves. A água fornecida aos bebedouros artificiais vem de pequenas represas da região, uma delas fica localizada a 5 quilômetros das instalações. O transporte da água é feito uma vez na semana, mas, dependendo do consumo feito pelos bichos, pode ser preciso abastecer com maior frequência. LEIA MAIS Câmeras flagram lobo-guará e onça-pintada em bebedouros instalados no cerrado do TO Tocantins terá mais cinco feriados prolongados até dezembro; veja datas Paixão por Marina Sena faz fãs enfrentarem horas de espera e até corrida por presente em Palmas Veado-mateiro e onça-pintada registradas em câmera trap Reprodução/TV Anhanguera "A onça-pintada aparece mais no horário da madrugada, ou final da tarde. É um animal que tem hábito de caçar à noite. O gavião carcará tem o hábito de vir no final da tarde. Temos também imagens de corujas que vêm por volta de duas da madrugada. Tudo isso a gente anota, até mesmo para estabelecer qual o movimento da fauna dentro do nosso plantio", conta o engenheiro. Colocadas em pontos estratégicos dentro da área de reflorestamento, equipes plantam mudas de árvores típicas do cerrado - embaúba e pau-jau - no entorno dos bebedouros. Dessa forma, a movimentação dos animais leva a água a se espalhar para fora dos bebedouros, regando as plantações. Já o fornecimento de frutas auxilia no reflorestamento. O animal se alimenta, bebe água e elimina as sementes pelo caminho. "Depois de todo o trajeto que percorre no intestino, quando ele defeca [a semente] está apta para germinação", relata o biólogo e professor, Danival José de Souza. O Juvenal Costa enfrenta o calor e o tempo seco para garantir que os bebedouros permaneçam limpos para o maior conforto dos bichos. "Se para a gente já é muito difícil, imagina para os animais. Me sinto muito feliz, é muito gratificante". Câmeras intaladas entre bebedouros e comedouros permite observar animais Reprodução/TV Anhanguera Projeto As instalações feitas na região sul do Tocantins fazem parte de um projeto de compensação ambiental realizado pela Rumo Logística, operadora ferroviária de carga. O projeto conta com apoio da empresa Morro Verde Ambiental, que atua com serviços ambientais. "Ele é um projeto piloto em que, inicialmente, estamos avaliando a presença da fauna dentro de nossos plantios compensatórios", explica o representante da empresa, Luthero Lerner. Os recipientes foram instalados em abril de 2026. Segundo a operadora, as câmeras foram posicionadas para que especialistas possam mapear a frequência de visitação, a diversidade de espécies e os padrões comportamentais dos animais ao longo do tempo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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