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    Bebê Yanomami morre de coqueluche, diz associação; Ministério da Saúde investiga

    2 months ago

    Dario Kopenawa e Waihiri Hekurari visitaram criança internada com coqueluche em Boa Vista em fevereiro Emmily Melo/Hutukara Associação Yanomami Um bebê Yanomami de 1 ano e 1 mês morreu no Hospital da Criança Santo Antônio, em Boa Vista, com suspeita de coqueluche, pneumonia e desnutrição grave, segundo a Urihi Associação Yanomami. O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (6) que investiga o caso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A criança morava na comunidade Linxinapi, na região do Xitei, na Terra Indígena Yanomami. Segundo o líder indígena Waihiri Hekurari Yanomami, a mãe levou o corpo do filho no domingo (5) para a base de Surucucu. De lá, ele seria transferido de helicóptero para a comunidade para os rituais de despedida. Em nota ao g1, o Ministério da Saúde confirmou que o bebê foi atendido com sintomas de coqueluche. No entanto, a pasta ressaltou que ainda não há confirmação se a infecção causou a morte. A reportagem solicitou à Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) dados atualizados sobre crianças mortas por coqueluche no Hospital da Criança Santo Antônio, mas não teve resposta. Surto da doença O território indígena enfrenta um surto de coqueluche desde o início do ano. A força-tarefa do governo federal contabiliza, até o momento, 25 casos confirmados e três mortes oficiais. O Ministério afirma que todos os pacientes com suspeita e as pessoas que tiveram contato com eles estão em tratamento. Os números de mortes, no entanto, são contestados pelos indígenas. Enquanto o governo confirma três óbitos, a Urihi afirma que pelo menos cinco crianças já morreram vítimas do surto desde fevereiro. Força-tarefa para conter coqueluche Para conter a doença, o Ministério da Saúde enviou especialistas da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) e do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS). Desde fevereiro, as equipes realizaram mais de 6,5 mil atendimentos na no território, aplicaram 2.805 vacinas e deram medicamentos preventivos para 924 pessoas, segundo o Governo Federal. A pasta também destacou um avanço na vacinação. A cobertura com o esquema vacinal completo para crianças menores de um ano subiu de 27% em 2023 para 60,6% em 2025. Entre as crianças menores de cinco anos, o índice passou de 47,4% para 78,3%. 👉 O que é a coqueluche: Também conhecida como "tosse comprida", é uma infecção respiratória altamente contagiosa causada por bactéria. Os sintomas são crises de tosse seca e intensa que podem levar ao vômito. A doença é mais grave em bebês menores de seis meses, podendo causar complicações sérias e até a morte. A principal forma de prevenção é a vacina. LEIA TAMBÉM: Crianças morrem de coqueluche na Terra Yanomami e associação cobra ação do Ministério da Saúde O que é coqueluche? Aumento de casos da doença no Brasil e no mundo reforça importância da vacinação Terra Yanomami tem surto de coqueluche entre crianças e Saúde de Boa Vista emite alerta Terra Indígena Yanomami A Terra Indígena Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com quase 10 milhões de hectares divididos entre Roraima e Amazonas. No local vivem mais de 31 mil indígenas, distribuídos em 370 comunidades. A região vive uma emergência de saúde pública desde janeiro de 2023, motivada pelo avanço do garimpo ilegal, que causou desnutrição e casos graves de malária nas comunidades. Veja reportagem sobre força-tarefa: Casos confirmados de coqueluche já somam 23 na Terra Indígena Yanomami, em Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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