Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja e Madagascar

    6 hours ago

    Baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja e Madagascar Kemmido/Freepik Nove baianos afirmam terem sido vítimas de tráfico humano no Camboja, país localizado no sudeste asiático. O grupo de cerca de 20 brasileiros foi atraído por propostas de trabalho com salários em dólar, mas ao chegar no país tiveram os passaportes retidos, sofreram violências e foram obrigados a aplicar golpes na internet. "Muitos tentaram fugir, foram agredidos, éramos humilhados constantemente todos os dias", contou uma das vítimas, que não quis se identificar. Além dos baianos, o grupo de brasileiros é formado por pessoas do Rio de Janeiro, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais. Atualmente as vítimas estão em Madagascar, país da África Oriental. Em nota, o Itamaraty informou que recebeu pedidos para apurar o caso junto as autoridades de Madagascar. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia também acompanha a situação e informou que as providências diplomáticas para o retorno do grupo estão sendo adotadas. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Agora no g1 Oportunidade de ganhar em dólar Segundo Queila Veloso, advogada que representa uma das vítimas, a baiana recebeu a proposta de trabalho através de um amigo em outubro de 2025. Ele também havia sido vítima do esquema, fato que ela só descobriu mais tarde, ao chegar no Camboja. A proposta consistia em ficar no país por cerca de um ano, recebendo o salário de US$ 1,5 mil, e a empresa contratante ainda pagaria a passagem aérea. Desempregada no Brasil, a brasileira aceitou o trabalho. A realidade, porém, foi diferente: ao chegar no país, ela teve o passaporte retido e foi obrigada a trabalhar em uma espécie de telemarketing, aplicando golpes em brasileiros. Segundo a advogada, os brasileiros eram mantidos em uma vila fortificada, eram impedidos de deixar os alojamentos e quem se recusava a trabalhar era agredido, ameaçado e acumulava dívidas milionárias. Ainda segundo relatos das vítimas, após batidas policiais nos alojamentos no Camboja, o grupo foi transferido para Madagascar. "Multas e multas vinham a partir de cada situação mínima, chegamos a situação de ficar um mês sem receber salário, sempre nos obrigando a continuar ligando. Eu contraí uma doença aqui em Madagascar, fui trabalhar doente, vomitando, com diarreia, cheguei a quase desmaiar", contou uma das vítimas. Em Madagascar, em 19 de agosto, o alojamento sofreu outra batida policial e todos do grupo foram presos, pois estavam sem passaporte. A partir disso, foi iniciada uma operação para que os brasileiros voltassem para casa. O grupo foi solto cerca de três dias depois e, segundo a advogada, foram acolhidos pela ONG Exodus Road Brasil. A diretora da organização, Cintia Meirelles, informou que o grupo ainda não recebeu nenhum tipo de suporte do governo brasileiro. "Nesse exato momento, eles estão abrigados em igreja, estão protegidos, com o local sem ser informado para proteção. Estão sendo acolhidos por organizações e missionários locais e ainda não estão tendo nenhum suporte do governo federal brasileiro”, explicou. LEIA TAMBÉM: Casal de Salvador e outros três brasileiros são condenados por tráfico de pessoas e exploração da prostituição na Itália Sueca reencontra mãe no Brasil após adoção ilegal na Bahia há cerca de 45 anos 'Cegonhas da noite': grupo que entregava bebês em caixas na Bahia ainda mobiliza adotados em busca da própria origem Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Trânsito na Ponte JK, no DF, é parcialmente interditado após derramamento de óleo na pista
    Artigo Seguinte
    Homem é condenado a 17 anos de prisão por matar outro a tiros e por porte ilegal de arma no Norte do PI

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário