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    Após suspensão da greve, pontos e terminais têm alta oferta de ônibus e poucas filas

    16 hours ago

    Rodoviários do Rio seguem em estado de greve mas serviços são retomados Após a suspensão da greve dos rodoviários, pontos e terminais do Rio de Janeiro tinham, no início da manhã desta quinta-feira (2), alta oferta de ônibus e poucas filas. Às 6h30, a prefeitura informou que “100% da frota do BRT, com 632 articulados, e 98% da frota dos ônibus comuns, com 3.401 veículos, estavam em operação”. “A média diária de circulação para o horário é de 632 articulados e 3.464 ônibus comuns”, emendou. Nesta quarta-feira (1º), o movimento grevista havia entrado no 3º dia. Desde segunda-feira (29), apenas metade da frota estava nas ruas — ou até menos. Vários ônibus em ponto de São Cristóvão Reprodução/TV Globo 🟩O Bom Dia Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do Bom Dia Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. Com a decisão da categoria, em assembleia, de recuar para “estado de greve” e retomar o trabalho, o Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou que os ônibus comuns e o BRT iriam funcionar normalmente, com a frota integral, a partir da 0h desta quinta. A direção do sindicato chegou ao encontro desta quarta defendendo que a suspensão da paralisação era a melhor alternativa neste momento. Pesou na avaliação a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou nesta quarta-feira que 80% da frota de ônibus circule durante a greve, aumentando o percentual anteriormente fixado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de 50%. O município conta com cerca de 3.600 coletivos, e 80% desse contingente equivale a 2.880 carros. Às 7h, o Rio Ônibus, sindicato que representa as viações, afirmou que apenas 1.650 veículos estavam rodando — nem metade da frota. Outro fator considerado foi o resultado da audiência de conciliação realizada nesta quarta. Durante a reunião, o TRT e o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediram que o sindicato suspendesse a greve até a próxima rodada de negociações, marcada para segunda-feira (6). Em contrapartida, as empresas se comprometeram a não descontar os dias parados nem o vale-refeição dos trabalhadores, além de discutir um reajuste salarial superior aos 4% oferecidos até agora. No início da assembleia, houve resistência de parte da categoria à proposta de suspender a paralisação. Depois de mais de uma hora de debates, porém, o presidente do sindicato colocou a proposta em votação, e a maioria aprovou o fim da greve. Com isso, os rodoviários retomam o trabalho normalmente nesta quinta-feira (2). Apesar da suspensão da paralisação, o sindicato informou que a categoria permanece em "estado de greve", o que permite uma nova interrupção das atividades caso não haja avanço nas negociações. Ponto de ônibus na Taquara Reprodução/TV Globo O que está na mesa Os rodoviários exigem: Reajuste de 17%; Piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas; Vale alimentação de R$ 1 mil; Plano de saúde; Mudanças na escala de trabalho e jornada de 7 horas e meia. Os patrões já deram 4,39% de reajuste e concordaram em buscar um valor maior. Ponto de ônibus em Campo Grande Reprodução/TV Globo A decisão da Justiça Na noite desta terça-feira (30), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, acolheu um pedido da Prefeitura do Rio e impôs o percentual de 80%. Na decisão, Mello Filho disse que o transporte coletivo é um serviço essencial e que a manutenção de apenas 50% da frota, como anteriormente indicado em liminar, “representava risco à ordem e à segurança pública, além de comprometer o direito de ir e vir da população”. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil para o sindicato dos trabalhadores. A greve até aqui Os rodoviários decidiram pela greve na noite de domingo (28) e cruzaram os braços à 0h de segunda-feira (29). O movimento começou já sob uma liminar que determinava um mínimo de 50% da frota rodando (cerca de 1.800 coletivos), mas pela manhã nem 1.000 haviam deixado as garagens. De acordo com as viações, 50 veículos foram vandalizados em piquetes. Os pátios das viações ficaram lotados durante todo o dia. À tarde, no Terminal Alvorada do BRT, passageiros chegaram a descer para a calha do serviço depois de um longo tempero de espera. Revoltados com a greve de ônibus no RJ, passageiros invadem a calha do BRT Na terça-feira, 2º dia do movimento, aumentou a frota circulando, mas ainda aquém dos 50% que a liminar previa. No fim da manhã, representantes dos patrões e dos trabalhadores sentaram com juízes do TRT-1, mas não houve acordo. Na porta do tribunal, rodoviários bateram boca com diretores do sindicato após uma votação determinar “estado de greve” — quando a categoria deveria voltar a trabalhar. Uma nova consulta foi feita, e a paralisação foi mantida. Mesmo assim, manifestantes depredaram ao menos 15 ônibus em protesto. À noite, passageiros enfrentaram dificuldades para voltar para casa em diferentes regiões da cidade. No Terminal Gentileza, na Região Portuária, o intervalo entre os ônibus chegou a uma hora e meia. Em dias sem paralisação, a espera costuma ser de, no máximo, 15 minutos. Ônibus são depredados após rodoviários decidirem manter greve no Rio
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