Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Após superar câncer de mama, homem dá palestras para quebrar preconceitos sobre doença em SP: 'Vida vale muito mais'

    há 6 horas

    Após superar câncer de mama, homem dá palestras contra preconceitos O analista de recursos humanos Paulo Marchesin, de Piracicaba (SP), foi diagnosticado há cerca de 13 anos com um câncer de mama. Ele superou a doença e atualmente dá palestras para conscientizar homens e quebrar preconceitos sobre a doença. Em alusão ao Outubro Rosa, ele relembrou, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a surpresa que teve ao receber o diagnóstico, aos 43 anos de idade. "Perdi o chão. Nós, homens, achamos que isso não existe para o homem. Perdi totalmente o chão, não sabia o que fazer. Ele [médico] falou que precisaria tirar todo o tecido e também tirar a glândula." 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram Marchesin explica que os primeiros sintomas da doença vieram com um desconforto no mamilo esquerdo. O analista, porém, passou cerca de um ano se automedicando, até procurar um médico quando as dores se intensificaram. "A dor começou bem pequena, como se tivesse uma agulha dentro do mamilo. Eu me automedicava. Foram decorrendo anos e anos, até que a dor ficou com uma intensidade um pouco maior. Tomava medicação, mas não melhorava muito. A camisa que eu vestia machucava. Acabei procurando um mastologista." A biópsia constatou o câncer já em grau quatro. Com isso, Marchesin precisou remover todo o mamilo do lado esquerdo, antes mesmo de começar o tratamento. Ele também precisou retirar a glândula do mamilo direito, porque, segundo o médico, a probabilidade de o câncer se espalhar era grande. O analista Paulo Marchesin, de Piracicaba, superou um câncer de mama e hoje dá palestras para conscientizar homens sobre a doença Reprodução/EPTV Tratamento, superação e conscientização O analista passou um ano fazendo sessões de quimioterapia semanais até se curar da doença. Ao lembrar dos momentos mais difíceis, ele destacou que a fé o fez superar essa fase. "Quando a gente tem essa notícia sobre o câncer, é um buraco sem ver luz, porque você não sabe o que vai encontrar. Quando comecei, fiquei muito ansioso, porque não sabia como era o tratamento. Uma coisa que nunca perco na minha vida e falo isso para todo mundo: na nossa vida, a gente tem que ter um equilíbrio financeiro, espiritual. Então eu falo que a minha fé me levou aonde estou hoje." Hoje em dia, Marchesin usa parte do tempo para alertar outros homens sobre a importância de se atentar aos sinais do corpo e procurar um médico quando necessário. "Se tem algo de estranho no seu corpo, algo existe. Eu tinha algo estranho no meu corpo, mas eu me automedicava. Não deixe de ir ao médico, fazer exame, não deixe de se cuidar, olhe-se, toque-se, porque sua vida vale muito mais do que qualquer outra coisa." Câncer de mama atinge 87 homens no estado de SP em 2026 Tumor raro, mas geralmente avançado Apenas em 2026, 87 homens no estado de São Paulo foram diagnosticados com câncer de mama. De acordo com a médica oncologista Talita Coelho, esse tipo de tumor masculino é considerado raro. "O tumor masculino de mama é mais raro, cerca de 1% de todos os casos de tumores de mama, mas não necessariamente genérico. Muitas das vezes, sim, mas não necessariamente, pode ser causado por questões esporádicas." Apesar da raridade, dados da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) apontam que aproximadamente 44% dos casos de câncer de mama em homens, nos hospitais de São Paulo, estavam em estágios avançados. Já entre as mulheres esse índice foi de 33%. "O problema que a gente tem no câncer de mama masculino é que o homem não pensa que vai ter a doença. Ele não procura, a gente não faz o rastreio, ele demora para associar o sintoma com a possibilidade de ter a doença. Então demora ter um diagnóstico. Com essa demora, a gente tem um tumor um pouco mais avançado", completou a médica. A médica oncologista Talita Coelho Reprodução/EPTV VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Homem atira pedra em ônibus e deixa passageiro ferido na cabeça em avenida do Recife
    Artigo Seguinte
    VÍDEOS: RJ1 de sábado, 7 de novembro de 2026

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário