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    Após polêmicas, processo de terceirização de hospital do interior do Acre é suspenso

    há 3 meses

    Deputados discutiram terceirização de hospital e obras em Feijó e Brasiléia O processo de terceirização da gestão do Hospital Regional do Alto Acre, em Brasiléia, no interior do estado, foi suspenso pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) após polêmicas. Nesta terça-feira (24), servidores públicos da unidade de saúde, deputados e sindicalistas estiveram na Assembleia Legislativa do Acre para debater o assunto. Durante reunião com a Comissão de Saúde Pública e Assistência Social da Aleac, o secretário de Governo, Luiz Calixto, afirmou que o processo de terceirização está suspenso desde o último sábado (19) e que o Poder Executivo não vai dar continuidade aos trâmites. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp De acordo com a Sesacre, a intenção do novo modelo era de corrigir falhas estruturais, modernizar e reorganizar os atendimentos de forma que hospital não seja repassado por completo à iniciativa privada. Comissão de Saúde Pública e Assistência Social da Aleac recebeu servidores do hospital nesta terça-feira (24) Sérgio Vale/Asscom Aleac Quando o plano foi lançado, Pedro Pascoal explicou que a ideia é replicar o que já acontece no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Ao g1, a Sesacre afirmou que foi considerado a necessidade de aprofundamento quanto à privatização após uma análise técnica dos gestores. A decisão deve ser publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quarta-feira (25). LEIA MAIS Plano de terceirização de hospital causa polêmica no interior do Acre MP-AC apura terceirização da saúde de Rio Branco aprovada por vereadores No AC, 74% das terceirizadas que prestam serviços para Educação estão com irregularidades "Verificamos conveniência de proceder à revisão do planejamento inicialmente proposto, com a realização de novos estudos técnicos e avaliações estratégicas junto às áreas competentes da Sesacre ao Conselho Estadual de Saúde e aos órgãos de controle externo", diz parte da decisão. Servidores foram contra No começo do mês, a notícia de que o hospital teria um modelo de gestão terceirizada gerou revolta nos servidores contrários à mudança. "Vimos que a terceirização não é um caminho ou solução para o hospital. Temos dificuldade de serviço porque o próprio governo não investe", disse a técnica de enfermagem Albertina Oliveira à época. Ainda segundo Albertina, o hospital sofre com a falta de especialistas e más condições de trabalho do servidores. Segundo ela, já foi necessário que os funcionários fizessem uma cota para pagar a internet do hospital. "Não é terceirizar que vai resolver, falta gestão e planejamento", criticou. Gestão do Hospital Regional do Alto em Brasiléia passaria para a gestão privada Rede Amazônica Ainda à época, um dos fatores apontados pela Sesacre para a implementação do novo modelo era uma suposta falta de profissionais de saúde. Segundo o secretário Pedro Pascoal, concursos públicos e processos seletivos chegaram a ser lançados, mas as vagas não foram preenchidas, o que comprometeu a oferta de atendimentos como leitos de UTI, centro cirúrgico 24 horas e especialidades médicas. "O Sistema Único de Saúde (SUS) é gratuito e universal. A intenção é trazer o especialista parta residir no Alto Acre, de forma a atender a população de Xapuri, Epitaciolândia, Assis Brasil e Brasiléia, de forma a reorganizar e melhorar o atendimento hospitalar na região", alegou. Reveja os telejornais do Acre
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