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    Após Ibaneis divulgar 'crise', BRB diz que governo do DF sinalizou aporte para cobrir prejuízos com o banco Master

    7 hours ago

    Fachada do BRB em imagem de arquivo Reuters/Mateus Bonomi O Banco de Brasília (BRB) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (13), que o governo do Distrito Federal já sinalizou que pode fazer um "aporte direto" no banco para cobrir os possíveis prejuízos gerados por transações questionáveis com o Banco Master. "Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade, ou outros instrumentos que possibilitem a recomposição do capital do Banco", diz a nota do BRB. O BRB aportou R$ 16,7 bilhões no Banco Master entre 2024 e 2025 – e o Ministério Público vê indícios de gestão fraudulenta nessas transferências. ➡️Ao longo de 2025, o BRB tentou comprar boa parte do Master – uma operação que contou com grande apoio do governo do DF, acionista controlador do banco público, mas foi barrada pelo Banco Central. ➡️Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações. ➡️Em novembro, uma operação da PF e do Ministério Público afastou do cargo o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa – demitido em definitivo em seguida. Master: Haddad defende atuação do BC e diz que país pode estar diante da 'maior fraude bancária' do país Além da PF, do MP e do Banco Central, a nova direção do BRB e uma auditoria independente também investigam as transações – mas ainda não divulgaram conclusões. Na nota mais recente, o BRB diz que "permanece sólido e operando normalmente" e que tem patrimônio líquido de R$ 4,5 bilhões e patrimônio de referência de R$ 6,5 bilhões. Ambos os valores são inferiores ao total aportado no Banco Master em dois anos, segundo as investigações até aqui. Veja quem é quem no caso do Banco Master e o papel de cada instituição Ibaneis já tinha sinalizado 'garantia' Ainda em novembro de 2025, na esteira da operação da PF, o governador Ibaneis Rocha (MDB) defendeu Paulo Henrique Costa em entrevista – e afirmou que os erros do BRB teriam sido causados por um "excesso de confiança". Na mesma entrevista, Ibaneis sinalizou que o governo do DF poderia socorrer o banco, se necessário. "Eu acredito agora que a recuperação do banco é imediata, não há prejuízo para os clientes nem para os investidores. O BRB tem solidez e liquidez, e tem um governo do Distrito Federal que também tem patrimônio para garantir qualquer operação". Relembre no vídeo abaixo: Ibaneis diz que ex-presidente do BRB 'pode ter errado na avaliação do risco' Crise para quem? A sinalização de possível aporte para cobrir transações excusas do BRB vem no mesmo momento em que o governo do DF diz enfrentar uma crise orçamentária que pode comprometer a saúde pública na capital. Ibaneis afirmou, no último dia 7, que o orçamento da Saúde do DF "não suportou todos os gastos" e que seria preciso fazer cortes. Naquele momento, o DF tinha repasses atrasados de mais de R$ 100 milhões para o Hospital da Criança de Brasília. A crise revelada pela TV Globo chegou a afetar o atendimento aos pacientes e só começou a ser quitada após intervenção da Justiça. Veja abaixo: Sem repasse do GDF, Hospital da Criança enfrenta prejuízo de R$118 milhões Em entrevistas seguintes, Ibaneis voltou a pintar um cenário de crise econômica: disse que não havia "expectativa de melhora" e que o governo teria de cortar despesas. Segundo o governador, o DF enfrentou uma frustração de receita de cerca de R$ 2 bilhões — ou seja, arrecadou R$ 2 bilhões a menos que o esperado —, o que pressionou as contas públicas ao longo de 2025. As contas de Ibaneis, no entanto, foram contestadas pela Associação de Auditores da Receita do DF (Aafit). Segundo eles, o DF na verdade arrecadou 6,6% a mais em impostos em 2025, na comparação com 2024. "[...] É fundamental esclarecer que a arrecadação tributária não é a causa da piora nas contas públicas do DF. A realidade aponta justamente no sentido contrário: a arrecadação tem se mantido pujante e em crescimento, sendo um fator positivo para os cofres distritais", diz a Aafit. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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